A Polícia Civil deflagrou nesta semana a Operação King Kong para cumprir seis mandados de busca e apreensão em investigação que apura a suposta manutenção irregular de animais silvestres — com foco no macaco-prego “Nick”, exibido em redes sociais — em alvos de São José dos Campos, Jacareí e Taubaté (além de um endereço na capital paulista).
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A operação foi conduzida por policiais civis da Delegacia Seccional de São José dos Campos e equipes do 1º, 4º e 7º distritos policiais, com apoio da Polícia Ambiental e participação de forças de segurança na execução dos mandados. O caso está amparado na lei de crimes ambientais e foi formalizado em boletim de ocorrência.
O delegado Reinaldo Checa Júnior, que coordenou a operação, explicou como o caso chegou à Polícia Civil. Segundo ele, a apuração começou em outra esfera e depois foi remetida ao Estado: “Foi uma operação deflagrada, uma investigação que iniciou com a Polícia Federal”, disse.
Na sequência, o delegado contextualizou o motivo de a Operação King Kong ter passado a ser tocada pela Polícia Civil em São José: “No transcurso da investigação, se aflorou que os delitos seriam de competência estadual”.
De acordo com a Polícia Civil, os mandados foram expedidos no âmbito do Juizado Especial Criminal da Comarca de São José dos Campos, para cumprimento em seis alvos: três em São José dos Campos, um em Jacareí, um em Taubaté e um na capital.
A operação mira, principalmente, a suposta domesticação do macaco-prego “Nick” e a verificação da legalidade da posse e do manejo do animal. O delegado explicou o que a equipe buscava apurar: “Foram expedidos seis mandados de busca, para a gente apurar eventuais crimes de maus-tratos”.
O delegado também detalhou por que as postagens chamaram atenção: “Ele postava fotos do macaco-prego… nas redes sociais, indo a lugares públicos, restaurantes”.
Ao falar do resultado principal das diligências, o delegado contextualizou que a equipe procurou o animal em diferentes frentes e explicou o desfecho do dia: “Não logramos apreender o macaco”.
Apesar de o animal não ter sido localizado durante as buscas, o delegado disse que houve avanço na identificação do responsável: “Conseguimos contato com o proprietário dele”. No relato, o delegado afirmou ainda que o homem se apresenta como adestrador e foi orientado a prestar esclarecimentos.
Conforme o boletim de ocorrência, foi identificado o proprietário do macaco Nick e ele foi ouvido por videoconferência, acompanhado por defensor, devido a uma restrição judicial para sair da comarca de Jacareí. Ele apresentou documentação que, segundo a Polícia Civil, está sob análise da Polícia Ambiental.
O delegado explicou o próximo passo e citou o encaminhamento para validação pelos órgãos competentes: “O proprietário já encaminhou… uma documentação que será analisada”. Em seguida, completou: “Vamos encaminhar isso à Polícia Ambiental… e também vamos oficiar o Ibama”.