Uma frente regional de vereadores do Vale do Paraíba vai se reunir em Pindamonhangaba, nesta quarta-feira (7), para cobrar a Sabesp por falta de água recorrente, reclamações sobre qualidade do serviço e impacto no preço da conta na região.
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A articulação é liderada pelo vereador Norberto Moraes (PP), ex-presidente da Câmara de Pindamonhangaba, que afirma ter ampliado as conversas com parlamentares de municípios vizinhos após identificar que o problema é “igual ou semelhante” em várias cidades.
Segundo Moraes, a proposta da reunião é transformar a indignação isolada de cada cidade em uma cobrança regional, com frente regional de vereadores do Vale falando em bloco.
A pauta inclui não apenas episódios pontuais (como ocorrências de vandalismo e problemas em adutoras), mas principalmente as interrupções recorrentes de abastecimento, que se intensificam no período mais quente do ano. Em meio à onda de calor, Sabesp deixa milhares sem água em São José dos Campos e Caçapava.
A expectativa é de participação de parlamentares de municípios atendidos pela Sabesp e que relataram ocorrências recentes ou recorrentes de desabastecimento. Entre as cidades citadas na mobilização estão São José dos Campos, Caçapava, Taubaté, Santa Branca, Igaratá, Jambeiro, Cachoeira Paulista, Lorena e cidades da Serra da Mantiqueira, como Campos do Jordão e Santo Antônio do Pinhal, além de Lavrinhas.
Em Caçapava, por exemplo, a Prefeitura chegou a decretar emergência hídrica após reclamações sobre torneiras secas: Prefeitura decreta emergência hídrica em Caçapava por falta de água.
Em Igaratá, a Prefeitura acionou a Justiça e obteve decisão para normalização do abastecimento: Justiça manda Sabesp normalizar abastecimento de água em Igaratá sob pena de multa.
De acordo com o vereador, a reunião deve resultar em uma ata e em um ofício com o relato de cada cidade. O documento será encaminhado ao Governo do Estado de São Paulo com pedido de agenda para que a frente de vereadores do Vale seja recebida presencialmente. A intenção também é formalizar cobranças aos órgãos reguladores e de defesa do consumidor.
Moraes afirma que o grupo pretende acionar a Arsesp (agência reguladora) e o Procon, defendendo que, após a privatização, a Sabesp mantém compromisso com o consumidor e deve responder por falhas na prestação do serviço.
Além da falta de água, a reunião também deve abordar queixas sobre qualidade do serviço e o preço da conta. Recentemente, o jornal noticiou reajuste tarifário na região: clientes da Sabesp no Vale do Paraíba e Litoral Norte terão conta mais cara a partir de 2026.
Também houve repercussão de reclamações sobre características da água em São José dos Campos: “Dentro dos padrões”, diz Sabesp sobre água com gosto e cheiro de cloro em São José dos Campos.
O vereador reforçou que comerciantes e pequenos negócios podem ser diretamente prejudicados por interrupções no abastecimento. A orientação é que o morador registre ocorrência, guarde protocolos e reúna evidências (fotos, vídeos, datas e horários), especialmente em casos de longa duração.