O homem que confessou ter matado Monique Helena Gabriel Teodoro, 36 anos, em hotel de Taubaté já tinha uma ocorrência anterior de feminicídio tentado contra a mesma vítima, no fim de 2025. Além disso, havia uma medida protetiva em favor dele, segundo o boletim de ocorrência.
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O indiciado, segundo o registro, é Sthephan Johansson Marciano, de 40 anos. Em depoimento à Polícia Civil, após ser preso em flagrante no quarto de hotel, ele disse que mantinha relacionamento com Monique há cinco anos e que tinham uma filha de 5 anos.
De acordo com o boletim, a Polícia Militar foi acionada às 17h50 de domingo (4) após uma funcionária relatar gritos de socorro vindos de um quarto do hotel. A ocorrência foi registrada na avenida Brigadeiro de Faria Lima, na região central de Taubaté.
Chegando ao local, os policiais foram recebidos pelo homem, que teria admitido o crime ainda durante a abordagem: Já era, já era… perdi, matei minha esposa”, disse ele.
No interior do quarto, Monique foi encontrada caída no chão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. Ela chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu. De acordo com a equipe médica, a mulher foi atingida por cerca de 20 golpes.
Sthephan foi levado ao plantão policial, onde voltou a confessar o assassinato. Em depoimento, alegou que o ataque teria sido motivado por ciúmes e por uma suposta traição de Monique, o que a família dela contesta.
“Ela é minha irmã e não tinha nada com esse monstro, e muito menos 5 anos juntos”, disse Daiane Alves em comentário nas redes sociais.
Vítima de violência
As investigações revelam que Monique já havia sido vítima de uma tentativa de feminicídio em outubro de 2025, praticada pelo mesmo homem, que não foi preso. À época, ela obteve medida protetiva, que estava em vigor e foi descumprida no dia do crime – o que pode agravar a pena do indiciado, caso seja condenado.
A faca apontada como instrumento do ataque foi apreendida e encaminhada para a perícia. Testemunhas foram ouvidas e o indiciado permaneceu preso.
A autoridade policial consignou no boletim que o caso pode envolver descumprimento de medida protetiva, hipótese que, se confirmada, pode agravar a responsabilização criminal. O indiciado permaneceu preso em flagrante e houve menção a pedido de prisão preventiva, em razão da gravidade do fato e do histórico indicado no registro.