TAUBATÉ

Adeus, Monique: quem é a mulher morta pelo marido em Taubaté

Por Leandro Vaz | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Da redação
Reprodução
Monique Helena Gabriel Teodoro
Monique Helena Gabriel Teodoro

Uma mulher de 36 anos, que já havia sobrevivido a uma tentativa anterior de feminicídio, foi morta a facadas dentro de um hotel na região central de Taubaté na tarde de domingo (4). O companheiro dela, de 40 anos, foi preso em flagrante e teve a detenção mantida pela Polícia Civil. O crime foi registrado como feminicídio, com agravante pelo descumprimento de medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada às 17h50 após uma funcionária do Poupahotel, localizado na avenida Brigadeiro de Faria Lima, relatar gritos de socorro vindos de um dos quartos. No local, os policiais foram recebidos pelo homem, que teria admitido o crime ainda durante a abordagem.

No interior do quarto, a vítima, Monique Helena Gabriel Teodoro, foi encontrada caída no chão, com múltiplos ferimentos provocados por faca. Ela chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu. De acordo com a equipe médica, a mulher foi atingida por cerca de 20 golpes.

Marido.

Sthephan Johansson Marciano foi levado ao plantão policial, onde voltou a confessar o assassinato. Em depoimento, alegou que o ataque teria sido motivado por ciúmes e por uma suposta traição. A polícia apurou que o casal mantinha relacionamento havia aproximadamente cinco anos e tinha uma filha.

As investigações revelaram que Monique já havia sido vítima de uma tentativa de feminicídio em outubro de 2025, praticada pelo mesmo homem. À época, ela obteve medida protetiva, que estava em vigor e foi descumprida no dia do crime.

Arma. 

A faca apontada como instrumento do ataque foi apreendida e encaminhada para perícia. Testemunhas foram ouvidas, e o indiciado permaneceu preso. A autoridade policial representou pela prisão preventiva, ressaltando a gravidade dos fatos, o risco à ordem pública e o histórico de violência doméstica.

O caso segue sob investigação.

Comentários

Comentários