“Matei minha esposa”.
Essas foram as palavras do homem preso em Taubaté suspeito de ter matado a própria mulher, segundo o registro do boletim de ocorrência. Ele foi preso por feminicídio na tarde de domingo (4), em um hotel da cidade. O caso mobilizou equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil.
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Segundo o boletim feito no plantão da Delegacia Seccional de Taubaté, policiais foram acionados para uma ocorrência de desentendimento de casal em um hotel na avenida Brigadeiro de Faria Lima, na região central da cidade, e o suspeito teria confessado o crime ao abrir a porta do quarto. A vítima chegou a ser socorrida ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu.
De acordo com o registro policial, uma funcionária do hotel relatou ter ouvido gritos de socorro vindos do quarto e acionou a Polícia Militar. Ao chegarem, os policiais chamaram pelos ocupantes e foram atendidos pelo homem, que teria dito: “Já era, já era… perdi, matei minha esposa”. Na sequência, o local foi preservado para a perícia técnica e o suspeito acabou detido em flagrante.
O boletim identifica o indiciado como Stephan Johansson Marciano, 40 anos. A vítima foi identificada como Monique Helena Gabriel Teodoro, de 36 anos.
Socorro e morte
Conforme a ocorrência, a vítima foi retirada do local e socorrida por equipes de resgate ao Hospital Regional de Taubaté. Posteriormente, a unidade informou à Polícia Civil que a mulher morreu em decorrência das agressões. O caso foi registrado como crime consumado de feminicídio.
A Polícia Civil registrou que já havia histórico de ocorrência anterior entre o casal e que a vítima possuía medida protetiva. No boletim, a autoridade policial aponta que o crime pode ter ocorrido em descumprimento da medida protetiva, o que pode agravar a pena, conforme a legislação.
O caso segue com investigação, análise de depoimentos e laudos periciais. Ainda segundo o registro, a autoridade policial manteve a prisão em flagrante e apontou a gravidade do crime e o histórico de violência, além do suposto descumprimento de medida protetiva, como fundamentos para pedido de prisão preventiva.