VIOLÊNCIA FAMILIAR

Idoso agredido por neto em SJC não resiste a ferimentos e morre

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Caso é investigado pela Polícia Civil
Caso é investigado pela Polícia Civil

O idoso agredido por neto em São José dos Campos, em um condomínio no Jardim Nova República, morreu na terça-feira (30). Ele não resistiu aos ferimentos provocados pelas agressões.

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Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil deve reavaliar a tipificação do caso. Na prática, a ocorrência tende a deixar de ser tratada como lesão corporal e passar a ser apurada como homicídio, conforme a evolução do inquérito e os laudos oficiais – como o exame necroscópico e relatórios médicos.

Quando uma vítima morre em decorrência de agressões, a autoridade policial pode atualizar a natureza do fato no registro e ajustar o enquadramento penal conforme a apuração de intenção, dinâmica e causa da morte. A decisão depende de elementos como depoimentos, histórico do caso e documentação técnica.

O boletim de ocorrência aponta que a agressão de neto a avô aconteceu na madrugada de 25 de dezembro, na rua Confrade João Pereira dos Santos, no Jardim Nova República, região sul de São José. O registro foi feito no 3º Distrito Policial e a Polícia Civil já havia requisitado exames e documentos médicos para instruir a investigação.

Segundo a versão apresentada à polícia por familiar, o suspeito — neto do idoso, de 28 anos — teria agredido o avô dentro do condomínio. O boletim também descreve que o idoso caiu e que as agressões teriam continuado. À época do registro, foi informado que o suspeito estaria embriagado.

Com a morte do idoso, a Polícia Civil deve reforçar a coleta de provas e reunir laudos, prontuários e exames do IML para consolidar a apuração. Familiares e pessoas que possam ter tomado conhecimento do episódio podem ser chamados para depoimento. O objetivo é esclarecer a dinâmica completa e definir a responsabilização criminal.

Casos de violência no ambiente familiar podem ser denunciados pelo 190 (emergência) e pelo 181 (Disque-Denúncia, de forma anônima). Em situações envolvendo idosos, familiares e vizinhos também podem procurar delegacias para formalizar relatos e pedir providências.

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