O Hotel Urupema, inaugurado em 1976 e considerado um dos ícones de São José dos Campos, deixou de existir nesta manhã de domingo (16). A implosão controlada do edifício, usando 50 quilos de explosivos, foi concluída em apenas seis segundos. O lugar abrigará um futuro empreendimento: uma torre mista de 17 andares com apartamentos e lojas, já totalmente comercializada. O prédio fica na avenida Nove de Julho, na região central da cidade.
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Responsável por outras demolições marcantes na cidade, como a do prédio no Jardim Aquarius há 15 meses, o engenheiro de minas Manoel Jorge Diniz Dias, o Manezinho, considerado um dos principais especialistas em implosões no país, explicou que a equipe planejou o colapso para que o edifício caísse dentro do estacionamento do terreno.
Ele ressaltou que os explosivos não derrubam o prédio por completo, mas retiram apoios estruturais calculados de forma que a gravidade faça o trabalho em uma janela muito curta.
“Há espaço no estacionamento para direcionar a queda do prédio. Os explosivos não derrubam o edifício; eles retiram apoios calculados para que a gravidade faça o trabalho em uma janela muito curta.”
Após a queda do prédio, ele disse que estava emocionado em razão de uma coincidência de data: "Hoje é um dia emblemático para a implosão brasileira. Essa camisa que eu uso tem todo o simbolismo. Quis o destino que colocou a data de hoje, após vários adiamentos, e chegamos nesse momento. Hoje faz 50 anos da primeira implosão no Brasil, que aconteceu na Praça da Sé, em São Paulo".
Medidas de segurança.
A população que vive no entorno do prédio precisou deixar o local com uma hora de antecedência. Segundo o engenheiro, a principal vantagem da implosão é concentrar o impacto em um único dia, reduzindo ruídos e poeira que seriam gerados por uma demolição convencional durante meses.
Para conter a poeira, foram instaladas piscinas no topo do prédio e sistemas de vaporização que criaram uma “barreira úmida”, reduzindo a dispersão de partículas no ar. Barreiras, tapumes, escoltas e equipes de trânsito, Guarda Civil Municipal e Defesa Civil compuseram o cinturão de segurança. A chuva deste domingo também reduziu o pó.
Segundo Manezinho, a escolha pela implosão reduziu o tempo de interferência urbana e concentrou o colapso dentro do lote. Ele destacou que a diferença entre implodir e demolir é ter o impacto concentrado em um único domingo, em vez de meses de bate-estaca, britadeiras e caminhões retirando entulho, o que significa menos risco para quem vive e trabalha na região.
No terreno do antigo Hotel Urupema está prevista a construção de uma torre mista com 17 andares, abrigando lojas e apartamentos. O empreendimento, segundo informações divulgadas, já está totalmente comercializado e deve marcar uma nova fase para a área.