PERSONAGEM

'Superman brasileiro' visita crianças com câncer em hospital

Por Da redação | Gana
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Facebook
Brasileiro Leonardo Muylaert em visita a um hospital
Brasileiro Leonardo Muylaert em visita a um hospital

Com seus 2,03 metros de altura, vestido com o emblemático traje azul, amarelo e vermelho dos filmes do Superman dos anos 80, o brasileiro Leonardo Muylaert realizou uma semana de visitas em Gana, em sua primeira viagem à África.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

Ele conseguiu mudar o ambiente do serviço de oncologia pediátrica do hospital universitário Korle Bu em Acra, capital de Gana, normalmente caracterizado por corredores silenciosos, respirações difíceis e pais agarrados à esperança.

A chegada de um homem apelidado de "Superman brasileiro" fez os gritos de alegria substituírem a tristeza neste serviço do hospital durante várias horas.

As crianças conectadas a soros levantaram-se pela primeira vez em dias, outras, muito fracas para se levantarem, esboçaram tímidos sorrisos. Por toda parte, as crianças seguraram as mãos do "Superman brasileiro".

"Ele foi de leito em leito, prestando atenção a cada criança", contou uma enfermeira. "Em alguns casos, é a primeira vez que os vemos sorrir em semanas", acrescentou.

Fantasia.

Advogado por profissão, Leonardo Muylaert disse ter escolhido deliberadamente Gana para celebrar seu aniversário. "Sinto-me próximo da cultura, do legado e da alegria do país”, declarou.

Sua fama disparou após a CCXP 2022, um grande festival de cultura pop, quando viralizou um vídeo do escritor Mark Waid, impressionado com sua semelhança com Clark Kent.

Muylaert então encomendou um traje e transformou essa fama repentina em um compromisso solidário, visitando grupos vulneráveis do Equador até a Austrália.

Em Acra, depois do hospital, visitou uma oficina de próteses nos arredores, onde várias crianças amputadas gritaram "Superman!" ao vê-lo juntar-se ao seu jogo de futebol.

Para Akua Sarpong, fundadora da ONG Lifeline for Childhood Cancer Ghana, o efeito foi imediato. "O dia esteve cheio de alegria", afirmou.

Muylaert disse que esta visita reforçou sua convicção no poder dos pequenos gestos.

"Todo mundo pode ser um herói... Não é preciso uma capa. A felicidade atrai. O sorriso em seus rostos muda o mundo", declarou à AFP.

"Plantamos uma semente... A ideia é espalhar a felicidade por toda parte. Talvez não mudemos o mundo inteiro, mas se inspirarmos uma pessoa, ela inspirará outra", indicou este Superman solidário antes de retornar ao Brasil.

* Com informações do portal UOL

Comentários

Comentários