SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Implosão do Hotel Urupema: ‘Cai em 6 segundos’, diz engenheiro

Por Jesse Nascimento | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Vale 360 News
Hotel Urupema vai ser implodido no domingo
Hotel Urupema vai ser implodido no domingo

O engenheiro responsável pela implosão do Hotel Urupema promete precisão na operação, que será realizada no próximo domingo (16), às 10h, em São José dos Campos. “Cai em 5 a 6 segundos”, disse o profissional. “A queda será direcionada ao estacionamento”.

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A execução da implosão é da Engemak, com Defesa Civil e plano de contingência aprovado. Prédios vizinhos devem desocupar até 9h e retornar após liberação – previsão 10h30. Haverá zona de exclusão, interdições e proibição de estacionar nas vias sinalizadas.

O engenheiro Manoel Jorge Diniz Dias, conhecido como Manezinho da Implosão — que conduziu a implosão do prédio do Jardim Aquarius há 15 meses —, abriu a conversa celebrando a cidade.

“Sempre uma alegria estar em São José dos Campos… A implosão do Aquarius foi muito bem-sucedida. Destaco o excelente trabalho da Defesa Civil e a colaboração da imprensa, que ajudou a informar os moradores com precisão.”

Sobre a estratégia para o Urupema, ele foi direto: “Há espaço no estacionamento para direcionar a queda do prédio. Os explosivos não derrubam o edifício; eles retiram apoios calculados para que a gravidade faça o trabalho em uma janela muito curta.”

A janela curta é um dos trunfos, diz o engenheiro: “Pedimos compreensão da população: sair 1 hora antes e voltar meia hora depois. É um único dia, sem os meses de barulho e poeira de uma demolição tradicional.”

“Estamos finalizando os últimos cálculos, mas deve ficar na casa de 5 a 6 segundos, a exemplo do Aquarius”, afirmou.

Ele pondera que o rigor técnico é inegociável: “Não existe implosão fácil. É uma atividade de engenharia com condições de contorno urbanas. A diferença é o apelo jornalístico e o carisma popular — por isso redobramos os protocolos.”

E revela novidades de controle de poeira: “Vamos manter o protocolo das piscinas — cerca de 40 no topo do Urupema. Estamos viabilizando drones de combate à poeira, similares aos usados em incêndios. Se chover, melhor ainda, porque minimiza a poeira.”

O relacionamento com a vizinhança começou cedo: “A preocupação dos moradores é legítima. Por isso iniciamos palestras desde junho — OAB, SESC e condomínios — para esclarecer procedimentos antes, durante e depois da implosão.”

E sobre o pós-obra: “A destinação do material será adequada às normas ambientais. O prazo total deve ficar em torno de 30 dias. As condições de acesso aqui são menos favoráveis do que lá [no Aquarius], o que entra nas contas.”

Por fim, uma visão urbana: “Reconheço a história do Urupema. Ao mesmo tempo, entusiasma ver novo empreendimento chegar — São José é inovadora. ‘Elefantes brancos’ vêm sendo enfrentados no país; Porto Alegre é um exemplo recente. Seguimos eliminando passivos de segurança.”

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