Uma jovem que passou seis anos presa preventivamente e foi absolvida por falta de provas morreu de câncer no colo do útero pouco mais de dois meses após o julgamento. Ela havia sido considerada inocente de um homicídio pelo qual respondia desde 2019.
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A vítima é Damaris Vitória Kremer da Rosa, de 26 anos, que foi sepultada em Araranguá (SC) na última segunda-feira (27). Ela chegou a cumprir prisão domiciliar apenas em março de 2025, quando a doença já estava em estágio avançado. Mesmo durante o tratamento, seguiu monitorada por tornozeleira eletrônica.
De acordo com a defesa, diversos pedidos de liberdade por motivos de saúde foram negados ao longo do processo. O Ministério Público contestava a gravidade do quadro até que o estado clínico se agravou de forma irreversível.
Em agosto de 2025, Damaris foi absolvida por negativa de autoria em júri popular. Dois meses depois, morreu em casa, em Balneário Arroio do Silva (SC), onde vivia com a mãe.
“Ela passou seis anos presa injustamente, adoeceu na cadeia e morreu logo depois de provar sua inocência. É uma tragédia que mostra o quanto o sistema pode falhar”, disse a advogada Rebeca Canabarro, que acompanhou o caso.