CRIME PASSIONAL

Por ciúmes, mulher mata marido queimado na frente da filhinha

Por Da redação | Brasil
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução

Por ciúmes, uma mulher matou o marido queimado na frente da filha de apenas 2 anos em Caieiras, na Grande São Paulo. A vítima, Eliseu, empresário do ramo da construção civil e assessor parlamentar, sofreu queimaduras em mais de 80% do corpo e morreu dias depois em um hospital da capital.

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O ataque ocorreu no dia 10 de agosto, dentro da casa da família. Eliseu assistia televisão ao lado da filha pequena quando Jaqueline, sua esposa, ateou fogo nele após uma discussão. A criança não foi atingida, mas presenciou o crime e o desespero do pai em chamas.

Câmeras de segurança e áudios gravados no local flagraram diálogos antes, durante e depois da agressão, além das tentativas de Jaqueline de enganar os socorristas. Inicialmente, ela alegou que uma churrasqueira ou um narguilé teriam causado o incêndio, mas a perícia descartou todas as versões.

Histórico de violência

Segundo familiares, Eliseu já havia sido alvo de uma tentativa semelhante em março, quando Jaqueline tentou incendiá-lo usando acetona. Horas antes do crime fatal, ela também teria invadido o prédio da ex-mulher de Eliseu, destruído o carro dela e feito ameaças, demonstrando comportamento agressivo e motivado por ciúmes.

O casal estava junto havia quatro anos e tinha uma filha em comum. Eliseu também era pai de outros três filhos, de um relacionamento anterior. Familiares relatam que o empresário não denunciava a esposa porque temia represálias contra a filha caçula.

Prisão e investigação

Jaqueline foi presa inicialmente por tentativa de homicídio, mas após a morte de Eliseu, ocorrida em 27 de agosto, passou a responder por homicídio. Apesar da gravidade do crime, a defesa conseguiu a conversão da prisão em flagrante para prisão domiciliar, alegando que o sistema prisional não teria condições de oferecer tratamento para as queimaduras que ela também sofreu.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil e causa forte indignação entre os familiares, que afirmam temer pela segurança após a decisão judicial.

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