A esperança é o que resta ao pai do escoteiro Marco Aurélio Simon, desaparecido há 40 anos em uma excursão no Pico dos Marins, em Piquete.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O jornalista e advogado Ivo Simon, de 86 anos, disse que prefere acreditar que o filho está vivo por não ter prova alguma de que Marco Aurélio Simon esteja morto.
Então com 15 anos, Marco Aurélio desapareceu em 8 de junho de 1985 durante uma excursão ao Pico dos Marins. Ele nunca mais foi encontrado. Ivo revive o trágico dia do desaparecimento há 40 anos, e mantém a chama da esperança de reencontrar o filho vivo.
“Bom, porque que eu vou pensar que ele está morto, se eu não tenho uma prova de que ele está morto?. Então, é 50% para lá, 50% para cá. Eu prefiro acreditar nos 50%. Onde ele está? Esse é o mistério”, disse Ivo em entrevista ao Documento OVALE Cast, podcast especial de OVALE.
Documento OVALE Cast contou com a participação do editor-chefe de OVALE, Guilhermo Codazzi, e do repórter especial Xandu Alves.
O podcast na íntegra está disponível no Youtube e no Spotfy, além do site e das redes sociais de OVALE.
Leia o trecho da entrevista em que Ivo fala sobre a chance de encontrar Marco Aurélio com vida.
O senhor acredita que ele está vivo? Não pensa que ele pode estar morto?
Bom, porque que eu vou pensar que ele está morto, se eu não tenho uma prova de que ele está morto?. Então, é 50% para lá, 50% para cá. Eu prefiro acreditar nos 50%. Onde ele está? Esse é o mistério. Onde ele está? Eu tive com o Chico Xavier.
O encontro com Chico Xavier foi um dos momentos mais emocionantes dessa busca pelo seu filho?
Foi, porque para a gente chegar ao Chico Xavier é muito difícil. Eu já tinha ido uma vez encontrar numa apresentação que ele foi fazer. Ele estava no Clube Paulistano em São Paulo, ou no Clube Pinheiros, um dos dois. Chico estava cumprimentando as pessoas, eu passei por ele com a minha esposa e só cumprimentamos, não houve possibilidade de falar com ele. Mas não me saiu da cabeça que eu tinha que falar com o Chico Xavier.
E a minha esposa era bandeirante, era chefe bandeirante do nosso grupo. Na Federação das Bandeirantes do Brasil tinha uma filha do Franco Montoro, que era chefe também. E a minha esposa explicou [o caso] e ela conseguiu com uma dona do cartório da cidade de Uberaba, que nos fizéssemos a apresentação ao Chico Xavier.
Aí eu fui com a minha esposa até Uberaba e lá nós fomos falar com o Chico Xavier. Uma coisa emocionante. Você chega na presença dele e vê a dona do cartório da cidade, mulher riquíssima, distribuindo pãozinho com Chico para os pobres.
E como foi esse encontro com o Chico Xavier? O que ele disse para vocês?
O Chico foi muito claro. Ele falou: "Eu já tenho aqui o cartaz", ele pegou o cartaz que tinham levado para ele, que eu tinha mandado para ele. E eu falei: "E aí, Chico, que você pode dizer”. Ele disse: "Olha, eu não posso dizer nada porque eu não consegui contato com ele". Falei: "Mas espera aí, Chico, então ele está vivo?”. Ele falou: "Não, eu só me comunico com entes desencarnados". Então ele está vivo? Ele falou: "Não disse isso, só disse que só me comunico com entes desencarnados". E foi só. A gente ficou na esperança mais uma vez.
Se o Chico está dizendo isso, é porque não conseguiu contato. O Chico era uma pessoa de outro planeta, mas essa que é verdade. Como profeta Jeremias, era um ser extraordinário. E ele não conseguiu contato.