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Cesta sobe até 2,6% no Vale em março e valor já passa de R$ 3.000

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Tomate foi o alimento com a maior alta na cesta básica em março
Tomate foi o alimento com a maior alta na cesta básica em março

O valor da cesta básica passou de R$ 3.000 no Vale do Paraíba em março, com novo aumento dos produtos – alta chegou a até 2,67%. O preço recorde foi registrado em Campos do Jordão, que tem a cesta mais cara da região, segundo pesquisa do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté).

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O preço médio da cesta subiu 1,77% na região, passando de R$ 2.895,69 em fevereiro para R$ 2.946,88 em março – R$ 51,19 mais cara. O maior aumento percentual aconteceu em São José dos Campos, de 2,67%, com a cesta custando R$ 2.921,23 contra R$ 2.845,38 em fevereiro.

É o sétimo aumento seguido do preço da cesta no Vale desde setembro do ano passado, após três meses de queda. Com isso, o valor da cesta nos últimos 12 meses subiu 5,79%, ficando R$ 161,39 mais cara na região.

O percentual de aumento dos preços da cesta é superior à prévia da inflação nacional, o IPCA-15 medido pelo IBGE, que foi de 5,26% nos últimos 12 meses.

A cesta básica pesquisada pelo Nupes tem 44 produtos, sendo 32 de alimentação, sete de limpeza e cinco de higiene pessoal. O levantamento de preços é feito semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.

“O aumento dos preços em março sinaliza aumentos persistentes dos preços, porém, não se trata de um processo de inflação descontrolada. As variações nos preços dos alimentos, principalmente nos produtos de origem agropecuária, que estão ao sabor dos níveis de demanda interna e externa e da variação da produção devido aos períodos de entressafras, assim como dos problemas climáticos que perturbam as condições de produção.”, avaliou o Nupes.

Produtos.

Os vilões da cesta em março foram o tomate (24,98%), mamão formosa (18,78%) e cebola (10,42%). Para aliviar o bolso do consumidor, ficaram mais baratos a mandioca (-7,91%), banana prata (-4,54%) e óleo de soja (-4,42%).

“O aumento nos preços [do tomate] em março é atribuído à menor oferta do produto, reflexo da onda de calor que antecipou a colheita nos meses de janeiro e fevereiro. Desde o ano passado as condições do clima vêm ditando as condições de grandes variações na oferta do produto, assim provocando as oscilações dos preços”, informou o Nupes.

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