O motoboy Luiz Guilherme Costa de Oliveira, 22 anos, tornou-se réu pelos crimes de estupro e feminicídio da ex-namorada Elda Fortes, 29 anos, em Lorena. O crime ocorreu em 16 de março deste ano.
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A técnica de enfermagem foi espancada até a morte em sua casa. Ela deixou dois filhos. O ex-namorado era o principal suspeito e foi preso em 21 de maio, em Itaquaquecetuba, na casa mãe.
A denúncia oferecida pelo promotor Raphael Braga foi aceita pelo Poder Judiciário, que atendeu ao pedido do Ministério Público também no sentido de converter a prisão temporária do acusado em preventiva.
Segundo a promotoria, réu e vítima mantiveram um relacionamento por quatro anos, união que resultou no nascimento de uma menina. Diante do comportamento agressivo e ciumento de Luiz Guilherme, a mulher resolveu se separar, mas passou a ser perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro.
Elda chegou a obter uma medida protetiva que proibia o ex-namorado de se aproximar. Apesar disso, no dia do crime, ele invadiu a casa da mulher, forçou-a a manter relações sexuais, espancou-a e matou-a asfixiada, segundo a denúncia do MP.
Para Braga, o réu praticou feminicídio por motivo torpe, com meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Além da condenação à prisão, o promotor pediu a fixação de indenizações mínimas de R$ 500 mil em favor dos parentes da mulher e de R$ 100 mil pelos danos causados à coletividade.
Horas antes de morrer, Elda trocou mensagens com uma amiga, que a alertava sobre a fúria de Luiz Guilherme indo atrás da vítima. Horas depois, o corpo da ex foi encontrado pela mãe dela, Valéria Fortes, no quarto de casa.
Por conta da prisão do ex-namorado, Valéria acompanhou a chegada de Luiz Guilherme à DDM de Lorena. “Eu consegui olhar nos olhos dele e ver que ele não merecia minha filha, não merecia”, disse ela.