TRAGÉDIA

Palco de mortes, lagos do Interlagos têm sinalização precária

Apesar dos moradores saberem da regra, as placas que circulam os dois lagos estão quase que totalmente apagadas

Por Leandro Vaz | 20/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
São José dos Campos
Da redação

Leandro Vaz/OVALE

Sinalização nos lagos é precária
Sinalização nos lagos é precária

Palco de quatro mortes nos últimos seis meses, os lagos que criam a Praça Ayrton Senna da Silva, no Parque Interlagos, zona Sul de São José dos Campos, tem sinalização precária sobre a proibição de nadar no local. Apesar dos moradores saberem da regra, as placas que circulam os dois lagos estão quase que totalmente apagadas. As únicas orientações claras são as de proibição de pescaria.

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Nesta segunda-feira (20) a reportagem esteve no local e circulou toda área dos lagos. Em postes estão colocadas as plaquetas apagadas e rasuradas. A visita aconteceu menos de 24 horas após um homem de 43 anos morrer depois entrar na água. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência na Avenida Nicanor Reis e foi apurado que a vítima sofreu uma queda na borda do lago e caiu. Segundo a SSP, foram feitas manobras de reanimação pelos Bombeiros, mas o homem não resistiu e morreu. A perícia e o IML foram acionados e o caso registrado como morte suspeita e acidental na Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade.

A Prefeitura de São José dos Campos disse, em nota, que os lagos no Interlagos são proibidos para a prática. “Cada pessoa tem o livre arbítrio para tomar suas próprias decisões. Quem não sabe nadar, não deve entrar no lago”, disse a administração.

Num primeiro instante, a Prefeitura afirmou que a sinalização havia sido reforçada no final do ano passado e mandou o exemplo das placas, que não foram encontradas pelo OVALE. Questionada novamente, a Prefeitura alegou que “placas foram instaladas no final do ano passado, mas algumas foram vandalizadas. A Prefeitura fará nova vistoria para reforçar a sinalização”, disse em uma segunda nota. A reportagem não encontrou nenhuma legível.

“A Defesa Civil realiza ações educativas itinerantes, principalmente em áreas proibidas, para abordar a questão dos riscos de afogamento. Ao perceber qualquer situação de risco, acione imediatamente o número 190 para socorro” diz a administração.

OUTRAS MORTES 

A morte do homem de 43 anos é a quarta desde 17 de novembro de 2023. Naquele dia, de acordo com o Corpo de Bombeiros, o cadáver foi encontrado por volta das 6h. A corporação foi acionada, mas, quando chegou ao local, encontrou o homem já sem vida, boiando a cerca de 10 metros da margem do lago.

No dia 25 de janeiro de 2024, outra vítima. A ocorrência foi por volta das 18h20 e quando os agentes chegaram, moradores mostraram o local em que o homem havia desaparecido após mergulhar. Os bombeiros fizeram buscas no lago e localizaram a vítima. Foram feitas tentativas de reanimação, mas a morte foi confirmada no local.

Já no dia 28 de janeiro, por volta das 10h15 de domingo, nova morte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi localizada a cerca de 1,5m de profundidade, e foi constatado o óbito por médicos.

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