MORTE DE MULHERES

Feminicídio sobe 17% em SP e interior tem 64% das mortes

SSP registra 73 feminicídios no primeiro trimestre de 2024 contra 62 no mesmo período do ano passado; interior tem 64% dos casos e alta de 2% nos crimes contra a mulher

Por Xandu Alves | 16/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
São José dos Campos

Reprodução

Casos tiveram aumento em São Paulo
Casos tiveram aumento em São Paulo

A morte da dona de casa Suely Lopes, 40 anos, em Cruzeiro, e da adolescente Rafaela Ramos da Silva, 16 anos, em Caraguatatuba, não são fatos isolados. Ambas foram vítimas de feminicídio, segundo a polícia. O marido de Suely e o namorado de Rafaela foram presos pelos respectivos crimes.

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Em média, uma mulher é morta no estado de São Paulo a cada dois dias, segundo dados da SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo. E a violência vem crescendo.

Já são 73 vítimas de feminicídio no estado entre janeiro e março de 2024, o que representa um aumento de 17,74% ante os 62 óbitos de mulheres no primeiro trimestre do ano passado.

No geral, segundo especialistas, maridos, namorados e pessoas próximas das vítimas são os principais suspeitos de cometerem os feminicídios.

Do total de 73 casos no estado, no primeiro trimestre, o interior responde por 64,38% das mortes de mulheres, com 47 ocorrências. Trata-se de aumento de 2,17% ante as 46 mortes do ano passado. Na capital, os casos passaram de seis para 15.

A SSP aponta ainda 233 feminicídios em São Paulo nos últimos 12 meses, entre abril de 2023 e março deste ano. No interior, os casos chegaram a 139 no mesmo período, 59,65% da totalidade. Neste ano, a participação do interior no total de feminicídios aumentou para 64%.

GOVERNO

Em entrevista exclusiva a OVALE em março deste ano, Felicio Ramuth (PSD), que estava governador de São Paulo em exercício na ocasião, disse que o número de ocorrências de violência contra a mulher cresceu em razão da maior quantidade de denúncias feitas às autoridades policiais.

Mesmo assim, ele admitiu que é preciso trabalhar para reduzir a violência contra a mulher, e que o governo estadual está empenhado nesse caminho.

“O governador Tarcísio [de Freitas] nunca negou qualquer recurso para defender as mulheres. Aliás, criou uma Secretaria da Mulher e também garantiu o pagamento do auxílio aluguel para as mulheres vítimas de violência”, afirmou.

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