SEMANA CULTURAL

Escola de Samba toca no cemitério e agita evento cultural no Vale

Bateria-show da escola de samba Bonecos Cobiçados se apresenta entre os túmulos do Cemitério dos Passos, no centro de Guará, às 16h desta quarta-feira

Por Xandu Alves | 4 dias atrás | Tempo de leitura: 2 min
São José dos Campos

Reprodução / TV Vanguarda

Apresentação da escola de samba Bonecos Cobiçados no cemitério de Guará
Apresentação da escola de samba Bonecos Cobiçados no cemitério de Guará

O cavaquinho vai chorar entre os mortos. A escola de samba Bonecos Cobiçados, uma das mais antigas de Guaratinguetá, é um dos destaques de um evento cultural que tem o cemitério como um dos seus pontos altos.

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A bateria-show da agremiação se apresenta entre os túmulos do Cemitério dos Passos, no centro de Guará, às 16h desta quarta-feira (15), na 29ª edição do festival Dona Eta. Além do samba, o evento conta com serenata feita pelo Grupo Musicarte e mais o Coral da FEG-Unesp (Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá).

O festival homenageia Risoleta Antunes Marcondes, a Dona Eta, cuja data de nascimento completa 117 anos nesta quinta-feira (16). Ela morreu em 1995, aos 88 anos, e ganhou dos familiares um insólito show anual em sua sepultura.

A escola deve levar para o cemitério cerca de 20 ritmistas da bateria-show, entre adultos e jovens, e algumas crianças da bateria mirim. A agremiação homenageou Dona Eta no samba-enredo de 2012. É uma tradição a escola participar da serenata.

As cores verde e rosa da Bonecos Cobiçados têm tudo a ver com a história de Dona Eta, que pediu aos filhos que fosse sepultada com a roupa toda rosa, embora não fosse foliona da agremiação.

Dona Eta foi casada por 69 anos e criou três filhos. Além dos afazeres domésticos, ela fez da caridade seu trabalho rotineiro. Era espírita, como o pai, e fundou maternidade, creche, casa de criança, albergue noturno e colaborou na criação do centro espírita ‘Amor e Luz’, que existe até hoje em Guará.

“Mamãe era uma pessoa muito ativa e alegre. Ela dizia que, quando morresse, queria uma banda tocando ao invés de tristeza”, conta Diógenes Antunes, 83 anos, executivo aposentado e professor.

SERENATA

Sem conseguir atender o desejo da mãe, por estar morando no exterior na época da morte dela, Antunes resolveu criar um evento cultural para homenageá-la. Começou com um encontro cultural dois meses após a morte. A partir de 2001, o encontro incluiu a serenata no Cemitério dos Passos.

“Torceram o nariz no início, mas se tornou tradição, com até 150 pessoas no cemitério”, diz a jornalista Sila Antunes, 68 anos, nora de Dona Eta.

Amigos e parentes no túmulo de Dona Eta, em edições anterior do festival / Arquivo OVALE / Thiago Leon
Amigos e parentes no túmulo de Dona Eta, em edições anterior do festival / Arquivo OVALE / Thiago Leon
Túmulo de Dona Eta / Arquivo OVALE / Thiago Leon
Túmulo de Dona Eta / Arquivo OVALE / Thiago Leon
Ilustração de Dona Eta
Ilustração de Dona Eta

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