MARTINS PEREIRA

‘A gente foi engolido pelo Pouso Alegre’, desabafa Ricardo Costa

Técnico da Águia do Vale sente a pressão pelos resultados e reconhece atuação fraca em Pouso Alegre

Por Marcos Eduardo Carvalho | 05/05/2024 | Tempo de leitura: 4 min
Pouso Alegre

Chiarini Jr / Roma Comunicação & Marketing

‘A gente foi engolido pelo Pouso Alegre’, desabafa Ricardo Costa
‘A gente foi engolido pelo Pouso Alegre’, desabafa Ricardo Costa

O técnico do São José, Ricardo Costa, desabafou após a derrota por 3 a 0 sobre o Pouso Alegre, na noite deste sábado, no estádio Manduzão, no sul de Minas Gerais. Com apenas um ponto no campeonato e sem marcar gols, a Águia do Vale teve um início desanimador na Série D do Campeonato Brasileiro.

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E o treinador da Águia, em entrevista à imprensa regional ainda no gramado, após a partida, subiu o tom. Pela primeira vez, não tentou destacar os pontos fortes e reconheceu a ampla superioridade do adversário.

“A gente foi engolido pelo Pouso Alegre em alguns momentos e (em campo) temos que igualar, não podemos deixar passar despercebido”, disse Ricardo Costa, que ainda tentou amenizar dizendo que o grupo tem capacidade.

Abatido, ainda destacou os méritos do time adversário no confronto. “Jogo difícil, nós temos que dar méritos para o time do Pouso Alegre, que correu muito mais que a gente, teve muito mais força que a gente, atropelou a gente e conquistou o resultado”, afirmou o técnico da Águia.

Pressão forte

O treinador joseense, que tem um histórico de dois acessos com a Águia, sabe que o momento agora é complicado.  “Nós temos ciência de que não está nada legal. Falei que nosso pensamento sempre foi vencer. Tomamos um gol muito rápido, faltou encaixe de área e pegamos um time de muita força física. Parabéns para o preparador físico do Pouso Alegre, que conseguiu fazer o jogo da transição”, disse.

Com 10 jogos sem vitórias na temporada, incluindo a Série A-2 do Paulista, o treinador da Águia também lamenta esse ‘fardo’. “Me incomoda muito, juntando a Série A-2, que a gente não deveria carregar esse fardo. Mas vai ser assim até vencer. Estamos tentando mudar essa história. Oscilamos e temos que fazer uma análise geral”, afirmou.

Ele também disse que, a permanência ou não no cargo, não depende dele e, sim, da diretoria. “Pessoal da SAF passou no vestiário, mandou a gente erguer a cabeça, continuar focado, é isso o que a gente tem que fazer. A gente está, sim, à disposição, com muita vontade de reverter o quadro. Se o pessoal da SAF vai mudar o comando, já não depende de mim”, disse.

O time

Ainda durante a entrevista, Ricardo Costa citou os jogadores, elogiou o grupo e destacou que muitos ainda não estão em condições físicas adequadas.  E ainda lembrou situação semelhante em 2023, quando chegou durante a Série A-3, quando a Águia corria risco de rebaixamento.

“Dos jogadores, a gente sempre falou aberto com eles e sempre sentiu essa confiança. Mas, realmente, ainda não encaixou o modelo, as conexões com os jogadores que chegaram. A gente não teve problema nenhum, pelo contrário. Eles não deixam de trabalhar no dia a dia. Quando cheguei (em 2023), era um momento muito parecido e eu tenho essa voz com eles. Temos que trabalhar o lado humano deles, para saberem da capacidade deles. E a gente tem que trabalhar o momento técnico”, explicou.

Perguntado sobre a necessidade de novos reforços, o treinador também disse que atletas sempre ajudam. Mas, depende do orçamento do clube.

“As contratações sempre são válidas, a gente não contratou tanto assim na Série A-3, mas conseguiu trazer jogadores pontuais. Acreditamos na capacidade do nosso elenco, mas alguns ainda não estão bem fisicamente”, afirmou.

“Temos um elenco bom, forte, mas tem que ter algo a mais. Temos nosso limite financeiro, procuramos trazer dois de cada posição, mas não foi isso que fez a gente perder. A gente entende muito o torcedor, que está bravo, está nervoso, querendo mudança. Mas a cobrança vai trazer outras situações pesadas para o elenco, a falta de confiança”, disse.

Depois, ainda falou que o São José precisa voltar à sua essência de estilo de jogo. “Mas nós temos que nos blindar um pouco, absorver as críticas. É um campeonato muito difícil e não temos como negociar mais pontos em casa. Tem que voltar a essência nossa, que tínhamos na Série A-3, na Copa Paulista. Em cada bola tinha três, mas perdeu essa essência. Alguns jogadores novos estão chegando, a qualidade técnica é boa, mas às vezes falta uma entrega. Precisa não tomar mais gols. A gente sabe que está errado, está ruim”, finalizou.

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