Anderson Farias

Ofensiva por cidadania entra em nova fase

Em S. José, temos dependentes químicos em situação de rua, mas estamos de mãos dadas com a população para que ela nos ajude a cuidar dessas pessoas com a dignidade que elas merecem

Por Anderson Farias | 04/05/2024 | Tempo de leitura: 2 min
Prefeito de São José dos Campos

Gestores de muitas cidades, incluindo capitais brasileiras e também mundo afora, estão às voltas com um problema comum, o aumento do número de pessoas em situação de rua, uma questão que se agravou nos últimos dez anos.

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Em São José, temos dependentes químicos em situação de rua, mas estamos de mãos dadas com a população para que ela nos ajude a cuidar dessas pessoas com a dignidade que elas merecem. Quanto maior a adesão a essa cruzada com cada um fazendo a sua parte, mais gente será ajudada.

Estou falando sobre a ofensiva que ganhou reforço em abril, quando a Prefeitura lançou uma nova fase da campanha “Não Dê Esmola, Dê Cidadania”, para enfatizar que o poder público tem condições de ajudar, de fato, as pessoas que precisam.

Não dar esmola requer uma mudança de paradigma da nossa parte, mas vale a pena. Sabemos que quem dá esmola tem a intenção de ajudar, mas isso é ilusão. A esmola estimula as pessoas a permanecer nas ruas, isso é fato.

Estou certo de que o tempo de permanência das pessoas nas ruas varia de acordo com a motivação que elas têm para sair das ruas.

Estamos oferecendo essa motivação. São José tem estrutura e capacidade de receber, cuidar e ajudar pessoas em situação de rua, basta que elas aceitem a ajuda e sejam acolhidas em um dos nossos 17 abrigos ou encaminhadas para tratamento.

Equipes da Prefeitura estão nos cruzamentos conversando com motoristas e pedestres e explicando que dar esmola condena pessoas à degradação. Dar dinheiro alimenta o tráfico de drogas e dificulta a procura dos dependentes químicos pelo tratamento adequado, que vai ajudá-los a sair da rua.

Basta que alguém ligue para o 153 e as rondas sociais irão acolher quem precisa. Os agentes do Apoio Social são preparados para um atendimento humanizado 24 horas por dia, todos os dias da semana.

Nos abrigos de São José, as pessoas se alimentam, tomam banho e desfrutam de uma cama com roupa limpa para dormir confortavelmente. Temos abrigo com canil e gatil, abrigos familiares e de vários perfis.

As equipes ajudam a restabelecer laços familiares, retorno às cidades de origem se esse for o desejo da pessoa e encaminham doentes para tratamento.

Fazemos atendimento psicossocial, oficinas ocupacionais e ajudamos na emissão de documentos. Também oferecemos oportunidade de reinserção no mercado de trabalho com cursos do Programa Qualifica e vagas de emprego no PAT. Isso é oferecer o melhor para as pessoas.

Converse com nossas equipes que estão nos semáforos, tire suas dúvidas, receba nosso folheto e consulte o QR Code para conhecer os abrigos. Meu compromisso é oferecer algo muito melhor que esmola, oferecer os serviços públicos da nossa cidade, que estão disponíveis para todos, principalmente os que mais precisam.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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