LUTO NO VALE

Morto a tiros por amigo, MC Bakka estava voltando para São José e queria vida nova

Bakka estava começando em um novo emprego em São José dos Campos

Por Da redação | 03/04/2024 | Tempo de leitura: 3 min
São José dos Campos

MC Bakka foi morto aos 39 anos
MC Bakka foi morto aos 39 anos

Novo emprego em São José dos Campos, conversão à igreja e aproximação com o filho de 6 anos. A vida prometia mudar para Bruno César Antunes de Souza, 39 anos, conhecido como MC Bakka. Até que a violência cruzou o caminho dele.

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Bakka estava de saída de Ubatuba e de volta à cidade que o acolheu na adolescência, quando veio de São Paulo com a família aos 15 anos.

Ele havia se mudado para Ubatuba para melhorar de vida, mas as coisas não saíram como ele esperava. Trabalhando como ambulante, a falta de estabilidade financeira e de um emprego formal fez com que ele planejasse voltar para São José, onde moram sua mãe, irmã e o filho de seis anos.

E tudo estava acontecendo como ele queria. Retomou a amizade com um amigo de longa data que o levou de volta à igreja evangélica, onde ele começou a frequentar os cultos. Também conseguiu emprego em uma empresa de esquadrias na região leste da cidade.

“Ele estava decidido a mudar as coisas. Ele foi para a igreja e se reconciliou com Jesus. Ia se casar com a esposa e quando ele chegou aqui a intenção era voltar a trabalhar. Ele desceu para Ubatuba para entregar a casa e vir embora para São José”, contou a mãe, Maria Helena, de 58 anos.

ÚLTIMA VIAGEM.

Segundo ela, Bakka se revezava entre Ubatuba e São José principalmente por causa do filho de 6 anos, que morava com a mãe e sentia muito a falta do pai.

“Quando ele veio pela última vez, há um mês e meio, fez uma entrevista indicado por um amigo e conseguiu um emprego. E disse que iria ficar na cidade para cuidar das coisas dele, da família. Ele disse que em Ubatuba o trabalho era incerto. Era bom na alta temporada, mas na baixa era complicado”.

Mas quis o destino que a descida para Ubatuba fosse a última na vida de Bakka. Na cidade do Litoral Norte, ele trocou mensagens com um amigo, para o qual supostamente devia dinheiro. A informação consta no boletim de ocorrência do caso.

Ele combinou de conversar com esse amigo e, segundo a mãe, se dispôs até a indicá-lo à proprietária da casa para que alugasse ao amigo, por estar a residência em uma boa localização.

HOMICÍDIO.

Bakka trabalhou no novo emprego em São José na sexta-feira e desceu para Ubatuba no sábado, no dia 2 de março, para entregar a casa que havia alugado há menos de um mês. Levou a mulher e o filho. Ele ainda comprou tintas para pintar a casa antes de entregá-la.

Por volta de 21h, depois de passear pela praia e de comer uma pizza com a família, Bakka ficou acordado com o filho enquanto a mulher foi dormir com o menino que era filho dela de outro relacionamento.

Nesse momento, o amigo de Bakka chegou e eles foram conversar na frente do portão da residência. O filho de 6 anos estava com ele.

Após conversarem, Bakka se despediu do amigo e se voltou para entrar na casa. Foi quando o amigo sacou uma arma e atirou em Bakka, o atingindo nas costas, na frente da criança, que testemunhou o assassinato do pai. Segundo Maria Helena, um tiro pegou na mão antes de atingir a cabeça do filho.

“Ele caiu e meu neto que estava do lado começou a gritar. Foi quando a mãe levantou e veio e o Bruno estava caído no chão, e o cara já tinha fugido”, disse a mãe de Bakka.

“Esse relato foi meu neto quem contou. Ele presenciou tudo e respondeu exatamente o que aconteceu. Minha sobrinha conversou com ele e ele contou. Abriu o celular e mostrou a foto do rapaz [que matou o pai] e as mensagens. Não tinha ameaças e nada, nada comprometedor. Não sei o que aconteceu, talvez alguma mágoa do passado.”

O suspeito pelo crime é o vendedor ambulante Augusto Gabriel Judic Borelli, 32 anos. Há um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça contra ele, que segue desaparecido desde o dia do crime. O caso segue em investigação.

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