PRISÃO

Médico preso no Vale suspeito de causar 42 mortes passa por audiência de custódia em SP

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução / Redes Sociais
João Batista do Couto Neto é suspeito de causar a morte de 42 pacientes
João Batista do Couto Neto é suspeito de causar a morte de 42 pacientes

A Justiça decretou a prisão preventiva do médico João Batista do Couto Neto, 46 anos, suspeito de causar a morte de 42 pacientes e lesões em outros 114 em Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele deve passar por uma audiência de custódia em São Paulo, segundo a Polícia Civil.

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O médico foi preso na tarde desta quinta-feira (14) dentro do Hospital Fusam, em Caçapava, enquanto trabalhava.

Couto Neto teve a prisão preventiva decretada após ser indiciado pela Polícia Civil por homicídio doloso (quando há intenção de matar) em três inquéritos, no fim de novembro.

O advogado de Couto Neto, Brunno de Lia Pires, informou ao g1 que a prisão é "absurda e imotivada" e que vai entrar com pedido de habeas corpus.

Em fevereiro deste ano, Couto Neto se registrou no Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), que confirmou estar ciente de que o médico enfrentava uma suspensão em sua licença, mas que “é obrigado a efetuar o registro do médico" por se tratar, na época, de uma restrição parcial.

"Provavelmente o judiciário de lá irá contactar com o juiz de Novo Hamburgo que expediu a prisão", disse o delegado.

Ainda de acordo com Kaltbach, a finalização de novos inquéritos contra Couto Neto depende de laudos a serem enviados pelo Departamento Médico Legal de Porto Alegre.

Em nota, o Hospital Fusam informou que Couto Neto prestava serviço pela Archângelo Clínica Médica, e que não tinha vínculo empregatício com o hospital. Acrescentou que não há nada que desabone a conduta profissional do médico, nem no Cremesp, nem na certidão de antecedentes criminais. A reportagem não conseguiu contato com a Archângelo Clínica Médica.

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