CRIMES

‘Carrascos’ do PCC teriam executado ao menos 5 penas de morte da facção no Vale

Por Xandu Alves | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
PCC surgiu em Taubaté há 30 anos e espalhou-se pelo país
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‘Carrascos’ do PCC (Primeiro Comando da Capital) em São José dos Campos teriam envolvimento na aplicação da ‘pena de morte’ determinada pela facção criminosa em ao menos cinco crimes na cidade.

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Segundo a polícia, o grupo foi responsável por “vários homicídios com as mesmas características no final do ano passado”.

Após investigações, a Polícia Civil identificou criminosos que atuam como ‘carrascos’ do PCC, envolvidos com mortes com características de execução em São José, que teriam ocorrido após a aplicação do ‘tribunal do crime’ ou ‘tabuleiro’.

JUSTIÇA DO CRIME

O ‘tabuleiro’ é uma criação do PCC que instituiu um modelo paralelo de Justiça para punir o que considera “desvio de conduta” ou violação ao seu estatuto por membros da facção criminosa.

Nesta semana, após investigações da Delegacia de Homicídios de São José, a Justiça decretou a prisão de membros do PCC envolvidos com o ‘tribunal do crime’ na cidade.

Os suspeitos teriam envolvimento com o assassinato de Douglas Henrique Ferreira da Silva, 25 anos, cujo corpo foi encontrado com oito tiros na Estrada do Capuava, na região sul de São José, em setembro do ano passado.

Segundo as investigações, Douglas era suspeito de crime sexual e foi arrebatado em seu trabalho por membros do PCC, que lhe impuseram o ‘tabuleiro’. Ou seja, ele foi julgado pelo ‘tribunal do crime’ da organização criminosa e sentenciado à morte.

Os métodos criminosos do PCC foram tratados em diversas matérias especiais de OVALE. Trechos dessas reportagens constam até em pedidos de prisão encaminhados pela Polícia Civil ao judiciário.

SUSPEITOS

No total, a polícia identificou seis pessoas envolvidas com a morte de Douglas e a aplicação do ‘tabuleiro do crime’ em São José. A Justiça decretou a prisão dos indiciados.

Segundo a polícia, os envolvidos Ari, André, Cauan e Samuel já haviam sido presos. Cleandro foi preso na quarta-feira (29) na cidade de Tubarão (SC), após um trabalho integrado entre a Polícia Civil de São José e a de Santa Catarina. O suspeito Wendell continua foragido.

Informações sobre o paradeiro do suspeito Wendell podem ser repassadas à Polícia Civil de forma anônima, pelos telefones 197 ou pelo WhatsApp (12) 98108-7510.



Wendell é procutrado pela polícia

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