IDEIAS

Novas técnicas aperfeiçoam tradição

Por Marcelle Justo | 20/07/2023 | Tempo de leitura: 2 min

Há mais de dois séculos, imigrantes portugueses e italianos chegaram à região paulista de São Roque e cobriram as encostas dos morros com vinhedos. Seguindo a tradição nacional, produziam vinhos de mesa com uvas americanas, como Niágara, Bordô e Isabel. A técnica da dupla poda, que altera o ciclo natural da planta, desviando o período de maturação da uva para o inverno, vem modificando este cenário.

 

“A tecnologia já está bastante disseminada no setor vitícola paulista e possibilitou a introdução de variedades viníferas, com aumento na oferta de vinhos finos nas tradicionais rotas de enoturismo. A região sudeste tem várias vinícolas com belíssimas paisagens e vinhos muito bons”, afirma a pesquisadora Renata Vieira da Motta, do Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

 

Um dos destaques é a Vinícola Góes, fundada por portugueses em 1938. Só para a colheita de inverno deste ano a expectativa é de colher 80 toneladas de uvas, de diversas castas, como Cabernet Franc, Petit Verdot, Malbec e Sauvignon Blanc, para produzir aproximadamente 35 mil garrafas. Para o enoturismo, a vinícola oferece degustações orientadas, passeio de trenzinho e de bicicleta pelos vinhedos e até piquenique.  

 

A Fazenda Bagadá, que produz os vinhos Alma Galiza, acaba de entrar no circuito do enoturismo. A proposta para os visitantes é trazer um pouco da Espanha para a serra paulista. De lá saem vinhos das castas Tempranillo, Tannat, Cabernet Sauvignon e Merlot.  

 

 

HARMONIZAÇÃO

 

Os vinhos brancos da casta viognier são secos, de acidez baixa a média. Os aromas florais costumam sobressair na taça. É um tipo de vinho  ideal para harmonizar com risoto de camarão.  

 

DICAS

 

Algumas vinícolas abertas ao enoturismo são petfriendly! Uma delas é a Villa Santa Maria, que produz os rótulos Brandina. Na Serra da Mantiqueira, próximo à Pedra do Baú, na cidade de São Bento do Sapucaí (SP), ocupa uma área de 90 hectares. De descendentes de imigrantes italianos, o complexo tem cave, restaurantes, jardins, loja e trilhas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do SAMPI

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