Comer Bem: Caesar Salad na cesta de parmesão


| Tempo de leitura: 4 min
porção: 10
dificuldade: fácil
preço: econômico
 
Ingredientes
 
4 pés de alface americana (também chamada “lisa”)
4 fatias de pão de forma para os croûtons
 
Molho
1/2 xícara (chá) de azeite
½ xícara (chá) de óleo
1 gema crua
2 dentes de alho
1  colher (sopa) de suco de limão
5 filezinhos de anchova em conserva
2 colheres (sobremesa) de mostarda Dijon
2 colheres (sobremesa) de molho inglês
Sal e pimenta a gosto
 
Cestinhas  de parmesão
10 colheres (sopa) de parmesão ralado
10 colheres (café) de farinha de trigo
 
Considerada pela International Society of Epicures “a mais importante receita americana dos anos 50”, a Caesar Salad vem atravessando o tempo com inabalável prestígio. Seu nome, contrariamente ao que se poderia imaginar, não presta homenagem ao grande imperador romano Julio César (100aC- 44aC), aquele que comandou exércitos, apaixonou-se por Cleópatra, foi traído pelo filho adotivo Brutus e morreu apunhalado. Reza a lenda que ao se virar e ver o rosto do assassino teria dito: “Kai Su, Teknon?” . A frase, dita originalmente em grego e traduzida ao longo dos séculos para todos os idiomas do mundo, revelava o horror de quem tinha criado uma cobra: “Até tu, Brutus?” 
 
Bem, não sendo este o César que nomeia a salada, qual seria então? Outro romano, Caesar Cardini (1896-1956), que junto ao irmão Alex deixou a Itália para construir no México, em Tijuana ( próximo de San Diego, na costa do Pacífico) o primeiro hotel da cadeia que se tornaria célebre: o Caesar Place. O lugar escolhido tinha sua razão de ser. Imperava nos EUA a Lei Seca, instituída em 1917 e só revogada em 1933. Sem poder consumir bebidas e limitados na diversão, os norte-americanos buscavam uma saída que não fosse a Europa. O hotel apareceu como o oásis ansiado. Bastava aos sedentos atravessar a fronteira para saciar sua sede de álcool em Tijuana. Nos fins de semana, artistas, escritores, políticos e gente com alto poder aquisitivo hospedavam-se lá, com direito a bares, cassinos, corridas de cavalo.
 
Numa dessas noites de muito movimento, o chef do restaurante resolveu inovar e anunciou que iria preparar um prato novo na frente dos hóspedes. O dono do hotel se postou ao seu lado numa mis-en-scène previamente estudada. O show começou pelo molho que levava azeite, mostarda, suco de limão, alho, filezinhos de anchovas e... gemas cruas! Os ingredientes surpreenderam os clientes, que seguiram acompanhando a apresentação. O chef picou grosseiramente folhas de alface lisa numa saladeira e derramou em cima o molho, mexendo com delicadeza. Para arrematar, jogou sobre a superfície um punhado de croûtons e lascas de parmesão ralado. Provado e aprovado, o prato foi também aplaudido. Caesar Cardini adorou quando o chef o batizou com seu nome. Nascia ali a salada Caesar, que ganhou o mundo mas só chegaria ao Brasil nos anos 60. 
 
Basicamente, esta salada é o seu molho. Que pode, aliás, como acontece com frequência, integrar-se a outros ingredientes para compor outo tipo de salada. Mas no molho não se mexe. Nossa proposta é uma salada autêntica, como a preparada originalmente, mas acondicionada numa cestinha de parmesão, para ser servida individualmente. Como o parmesão já estará presente na “embalagem”, dispensamos as lascas da decoração. Estas cestinhas ficam ótimas também com tomatinhos-cereja e muçarela de búfala; com um espaguete mais seco, ou seja, que não se faça acompanhar por muito molho. Podem ser feitas em vários tamanhos e para formatá-las usam-se fundos de copo, de tigelinhas, de bols, de formas de empada... Aqui, vigora a lei da criatividade. 
 
Faça primeiro as cestas. Rale o parmesão na hora e para cada colher de sopa do queijo ralado junte uma colher de café de farinha de trigo. Misture bem com garfo. Unte com óleo uma frigideira tefal, retire o excesso com papel toalha, leve ao fogo baixo. Com a mão coloque punhado de queijo suficiente para cobrir o fundo. Acerte com espátula. Quando o queijo derreter e começar a dourar por baixo, desligue a chama, coloque o copo no meio e vire rápido a frigideira. O queijo derretido tomará o formato do copo. Se houver necessidade, ajude com guardanapo úmido. Repita a operação até terminar o queijo. Conserve as cestinhas na geladeira, até a hora de servir.
 
Prepare o molho. No liquidificador coloque alho, suco de limão, anchovas, mostarda, molho inglês, azeite e gema. Ligue e aos poucos vá colocando em fio o óleo, como se faz no preparo da maionese, até espessar um pouco. Reserve
 
Faça os croûtons, cortando em cubos quatro fatias de pão de forma e levando-os ao forno bem quente até dourarem. 
 
Lave, escorra bem, seque as folhas da alface e pique grosseiramente.
 
Coloque a alface picada em cada cestinha, preenchendo-a. Regue com o molho, sem mesquinharia. Decore com os croûtons. 

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