Depois que a chamada “fábrica de atestados” foi fechada pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (19), um detalhe chamou ainda mais atenção dos investigadores: o preço cobrado pelos golpistas. Cada atestado médico falso era vendido por R$ 70.
O valor ajudava a atrair interessados que queriam justificar faltas no trabalho ou na escola sem passar por consulta médica.
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Segundo a polícia, o suspeito de 39 anos produzia o documento no mesmo dia da entrega, usando computador de lan house, e combinava a retirada em pontos movimentados da região central.
De acordo com a investigação da "Operação Fé Pública" , o homem foi preso em flagrante no bairro Alto no momento em que tentava entregar mais um envelope com dois atestados falsificados. A companheira dele também estava no local e carregava outro documento fraudado na bolsa.
A médica que teve o nome usado confirmou que a assinatura e o carimbo eram falsos. Ela já havia denunciado outros casos semelhantes anteriormente.
Apesar do “preço popular”, a prática não sai barata para quem compra ou vende. O suspeito foi autuado por falsificação de documento público, crime previsto no artigo 297 do Código Penal, que pode render pena de até seis anos de prisão, além de multa.
A polícia agora investiga se há mais pessoas envolvidas e tenta identificar quem comprava os documentos. O caso acende o alerta: além de ilegal, usar atestado falso pode gerar demissão por justa causa e até responder criminalmente.
O homem permaneceu preso e está à disposição da Justiça.