A Prefeitura de Piracicaba embargou as provas da Maratona Internacional de Piracicaba que deste domingo (30). O motivo. Um festival de irregularidades que poderia terminar em tragédia para os atletas.
A responsabilidade é da organização do evento.
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A operação começou de madrugada. Por volta das 3h30 da manhã, os agentes da Secretaria de Segurança, Trânsito e Transportes já estavam nas ruas, conforme o planejado. Quando chegaram nos pontos, levaram um susto, com locais de risco no percurso.
Faltava interdição nas ruas, não tinha placa de sinalização, não tinha cone, não tinha canalização para organizar o trânsito. Faltavam funcionários de apoio nos pontos.
A Prefeitura avisou a empresa organizadora e aguardou. Sem garantia de segurança, não teve corrida. A Prefeitura então bateu o martelo e determinou o embargo total da prova como medida de segurança para evitar acidentes. Foi esclarecido que as corridas organizadas por empresas privadas tem obrigações que devem ser cumpridas, como planejamento, organização e outros detalhes.
Segue abaixo a nota oficial da prefeitura.
Prefeitura de Piracicaba embarga prova de maratona após constatar falta de condições de segurança
A Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Trânsito e Transportes (SEMUTTRAN), informa que a prova da Maratona Internacional de Piracicaba II, prevista para a madrugada deste domingo (30), com largada programada para as 4h, foi embargada antes do início, após a fiscalização municipal constatar que não estavam asseguradas as condições mínimas de segurança previstas para a realização do evento.
Os agentes de trânsito da SEMUTTRAN chegaram aos pontos de atuação por volta das 3h30, conforme o planejamento operacional, para acompanhar as interdições, fiscalizar a estrutura disponibilizada pela organização e garantir a segurança viária durante a prova.
Durante a fiscalização, realizada em conjunto com representantes da organização, foram identificadas diversas falhas na estrutura operacional, incluindo ausência ou deficiência na implantação das interdições, falta de sinalização e dispositivos de canalização em pontos previstos e ausência de equipes de apoio (staff) que deveriam estar posicionadas ao longo do percurso.
A prova teria aproximadamente 42 quilômetros de extensão, passando por diversas vias do município, incluindo avenidas, pontes e outros pontos de circulação de veículos. Em diferentes trechos, os agentes constataram que não havia estrutura suficiente para garantir a adequada separação e orientação entre atletas, veículos e demais usuários das vias.
As irregularidades foram comunicadas à organização pela SEMUTTRAN, que solicitou imediatamente a adoção das providências necessárias para regularizar a situação. A Prefeitura acompanhou a operação por aproximadamente 50 minutos, aguardando que a organização corrigisse as falhas identificadas.
Como as condições necessárias para a realização segura da prova não foram restabelecidas de forma satisfatória nesse período, a SEMUTTRAN atraves da supervisão presente no local, determinou o embargo da prova como medida preventiva de segurança.
A Prefeitura esclarece que a decisão não foi tomada de forma imediata ou unilateral. A SEMUTTRAN realizou a fiscalização, apontou as inconsistências à organização, solicitou providências e concedeu tempo para que os problemas fossem solucionados. A medida foi adotada somente após a constatação de que permaneciam condições inadequadas para garantir a segurança dos participantes e dos demais usuários das vias.
A decisão também considerou que problemas operacionais semelhantes já haviam sido registrados na prova realizada pela mesma organização no dia 29 de agosto, especialmente relacionados à sinalização e à disponibilização de equipes de apoio.
A SEMUTTRAN ressalta que seus agentes estavam presentes nos locais previamente definidos e cumpriram suas atribuições de fiscalização e operação de trânsito. A estrutura de apoio, sinalização e equipes de staff prevista para o evento, entretanto, deveria ser disponibilizada pela organização responsável pela prova.
O embargo teve caráter exclusivamente preventivo, visando preservar a integridade física dos atletas, dos servidores públicos envolvidos na operação, dos motoristas, pedestres e demais usuários das vias públicas.
A Prefeitura de Piracicaba lamenta os transtornos eventualmente causados aos participantes e à população, mas reforça que a segurança das pessoas é prioridade e deve prevalecer sobre a realização de qualquer evento.