FIM DAS BANCAS?

Empresários apoiam retirada de bancas no Centro de Campinas

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Entidades empresariais defendem decisão do Condepacc pela remoção do centro histórico e cobram diálogo com permissionários em Campinas.
Entidades empresariais defendem decisão do Condepacc pela remoção do centro histórico e cobram diálogo com permissionários em Campinas.

A decisão de retirar 52 bancas comerciais de áreas históricas do Centro de Campinas ganhou um novo capítulo nesta terça-feira, com o apoio formal de entidades representativas do setor produtivo e da sociedade civil.

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Organizações como ACIC, Ciesp, Sindivarejista, CDL e Sindilojas, entre outras, divulgaram uma moção conjunta em defesa da medida adotada pelo Condepacc, que determinou a retirada das estruturas instaladas em áreas tombadas.

No documento, as entidades reforçam a importância da preservação urbana. “Reconhecemos a relevância da preservação do patrimônio histórico, cultural e urbanístico da cidade, nos termos da legislação vigente, como instrumento essencial à valorização da identidade local e ao desenvolvimento urbano sustentável”, destaca o texto.

Apesar do apoio à retirada, o posicionamento também cobra negociação com os trabalhadores impactados. “As entidades signatárias ressaltam a importância de que o processo de implementação das referidas medidas seja conduzido com diálogo permanente e construtivo entre o Poder Público e os permissionários envolvidos, de modo a viabilizar soluções equilibradas”, afirma a nota.

O grupo também defende a construção de alternativas para garantir a continuidade das atividades econômicas. “Defendemos a construção conjunta de alternativas que possibilitem a realocação adequada dos permissionários, assegurando-lhes condições dignas para o exercício de suas atividades econômicas”, completa o documento.

Cenário de conflito


Divulgação/CMC

A manifestação das entidades ocorre em meio a um ambiente de tensão política. A retirada das bancas provocou reação imediata dos permissionários, que ocuparam o plenário da Câmara Municipal de Campinas e conseguiram apoio unânime dos vereadores.

O embate expôs uma contradição dentro da própria administração pública. As bancas foram autorizadas e regulamentadas ao longo dos anos, mas agora passam a ser consideradas irregulares por ocuparem áreas protegidas.

A medida atinge pontos simbólicos do Centro, como o Largo do Rosário, a Praça Carlos Gomes, a Praça Rui Barbosa, a Praça Bento Quirino e o Largo do Pará, locais historicamente associados ao comércio popular e à circulação de pessoas.

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