INVESTIGAÇÃO

Caso Orelha: Se for provado, tem que responder, diz pai de jovem

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/CCTV
A Polícia Civil apura o envolvimento de quatro adolescentes.
A Polícia Civil apura o envolvimento de quatro adolescentes.

“Se ele fez alguma coisa e isso ficar provado, ele tem que responder.” A afirmação é do pai de um dos adolescentes investigados pela morte de Orelha, cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis (SC), em um caso que comoveu o país no início de janeiro. A entrevista foi concedida ao Fantástico nesse domingo (1º).

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“A educação que eu e minha esposa damos para ele não foi de passar a mão na cabeça dele. Se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder. Mas tem que ser provado, porque até agora só foram acusações, acusações, acusações e não tem nada, não apresentaram absolutamente nada. A gente quer justiça tanto quanto as outras pessoas”, disse o pai.

O animal foi encontrado gravemente ferido e não resistiu. A Polícia Civil apura o envolvimento de quatro adolescentes. Na última quinta-feira (29), dois deles retornaram ao Brasil após uma viagem aos Estados Unidos, considerada pré-programada pelas famílias. No desembarque, investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão e recolheram os celulares dos jovens, que agora passam por análise da Polícia Científica.

Por se tratarem de menores de 18 anos, as identidades dos adolescentes não são divulgadas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo a polícia, mais de 20 testemunhas já foram ouvidas e cerca de mil horas de imagens de câmeras de segurança da Praia Brava tem sido examinadas.

Até o momento, não há imagens do instante exato da agressão nem testemunhas diretas do ataque. De acordo com os delegados responsáveis, a investigação se baseia em um conjunto de indícios que, juntos, podem esclarecer a dinâmica do crime. A defesa das famílias afirma esperar que a apuração avance rapidamente para definir responsabilidades e inocentar quem não teve participação.

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