O mercado de trabalho formal no município de Jundiaí apresentou desempenho positivo no acumulado de janeiro a novembro de 2025. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o município registrou 111.307 admissões formais e 105.216 desligamentos, resultando em um saldo líquido positivo de 6.091 postos de trabalho no período. Neste período, 68,7% dos postos criados foram preenchidos por pessoas inscritas no Cadastro Único do Governo Federal.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), obtidos com exclusividade pelo JJ mostram que, do total de 6.091 vagas geradas no período, 4.187 postos de trabalho (68,7%) foram ocupados por pessoas inscritas no CadÚnico, principal instrumento de identificação e caracterização socioeconômica das famílias de baixa renda no Brasil. As 1.904 vagas restantes (31,3%) corresponderam a pessoas não inscritas no CadÚnico.
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O resultado evidencia que, no nível municipal, o público do Cadastro Único apresentou participação significativamente superior no saldo de empregos, superando de forma expressiva sua participação relativa nas admissões. Esse comportamento pode indicar maior permanência no emprego formal ao longo do período analisado.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as pessoas inscritas no Cadastro Único responderam por 25.964 admissões formais, o que equivale a 23,3% do total de admissões registradas em Jundiaí. Já as pessoas não inscritas corresponderam a 85.343 admissões (76,7%). Embora a participação do público do CadÚnico nas admissões seja inferior à dos não inscritos, observa-se que sua participação nos desligamentos foi proporcionalmente menor, o que contribuiu para ampliar o saldo líquido de empregos desse grupo em Jundiaí.
Entre as pessoas inscritas no Cadastro Único, destaca-se o desempenho dos beneficiários do Programa Bolsa Família. No período analisado, esse grupo respondeu por 12.366 admissões, o equivalente a 11,1% do total de admissões formais do município. Em termos de saldo, os beneficiários do Bolsa Família concentraram 2.841 postos de trabalho, o que representa 46,6% de todo o saldo positivo de empregos gerados em Jundiaí entre janeiro e novembro de 2025.
A diferença entre a participação nas admissões e a participação maior no saldo pode indicar menor rotatividade e maior permanência no emprego formal entre os beneficiários do programa, reforçando o papel social do Bolsa Família como instrumento de apoio à inclusão produtiva e à superação da pobreza por meio do trabalho.
Tendência
Os resultados observados em Jundiaí indicam que, assim como no cenário nacional, o público do CadÚnico exerce papel estratégico na geração líquida de empregos formais, com impacto direto na dinâmica do mercado de trabalho local e na inclusão socioeconômica da população em situação de vulnerabilidade.
A nível nacional, a participação é ainda maior de pessoas inscritas no CadÚnico no saldo de empregos gerados entre janeiro e novembro do ano passado. O país registrou saldo positivo de 1.895.130 empregos formais. Desse total, 1.672.018 vagas (88,2%) foram preenchidas por pessoas inscritas no CadÚnico. A participação do público do Cadastro Único é maior nas admissões do que nos desligamentos também no Brasil, resultando em contribuição mais elevada para o saldo final de empregos formais.
Os cinco estados que possuem os maiores saldos de empregos para as pessoas inseridas no Cadastro Único: São Paulo, em primeiro lugar com 427.822 pessoas; Minas Gerais (153.887); Rio de Janeiro (129.363); Bahia (114.551); e Paraná (95.742). Juntos estes estados geraram empregos para 921.365 pessoas inscritas no programa social e superam mais da metade dos empregos das pessoas do CadÚnico (55,1%).
Permanência
Quem está inscrito no CadÚnico, é beneficiário do Bolsa Família e consegue aumento de renda per capita familiar tem um prazo para se estabilizar e poder deixar de receber o benefício. A regra de permanência é um mecanismo de proteção às famílias beneficiárias, que permite que a renda per capita ultrapasse os limites de elegibilidade do programa e que a família continue a receber o benefício.
Na atualização dos dados cadastrais, a família que passa a apresentar renda per capita superior aos limites de renda do programa, desde que inferior a meio salário mínimo, pode continuar a receber o Bolsa Família por até um ano, contados da data de atualização do seu cadastro. Esse período constitui o “prazo de validade” do benefício e, após esse período, a família fica sujeita ao cancelamento do seu benefício.
A partir deste ano, famílias que ultrapassarem o limite de renda para entrada no Bolsa Família – de R$ 218 per capita – poderão seguir no programa por mais 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício a que a família faz jus, desde que a renda familiar per capita mensal não supere o valor de R$ 706.