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Estupros explodem em Piracicaba e expõe crianças e adolescentes

Por Da redação/Pira1 |
| Tempo de leitura: 2 min
MPAM/Divulgação
Crianças e adolescentes são maioria entre as vítimas de estupro em Piracicaba.
Crianças e adolescentes são maioria entre as vítimas de estupro em Piracicaba.

 Os casos de estupro cresceram de forma assustadora em Piracicaba e colocam a cidade em estado de alerta. Dados oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) mostram que os crimes aumentaram 65,5% em 2025, em comparação com o ano anterior. O avanço preocupa, principalmente porque a maioria das vítimas são crianças e adolescentes.

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Entre janeiro e novembro de 2024, Piracicaba registrou 29 casos de estupro. No mesmo período de 2025, o número saltou para 48 ocorrências. O crescimento não é pequeno e nem isolado — é um aumento real, contínuo e que expõe uma realidade dura dentro do município.

O cenário fica ainda mais grave quando se analisa os crimes de "estupro de vulnerável". Em 2024, foram 19 registros. Já em 2025, o total subiu para 34 casos, um aumento de mais de 70%. Na prática, isso significa mais crianças e adolescentes vítimas de violência sexual.

O estupro de vulnerável é um crime hediondo, previsto no artigo 217-A do Código Penal. Ele acontece quando há qualquer tipo de ato sexual com menores de 14 anos, ou pessoas que não têm condições de se defender ou compreender a situação. A lei deixa claro: não importa se houve consentimento. A pena varia de 8 a 15 anos de prisão, podendo ser maior dependendo das circunstâncias.

Os registros de estupro em geral também cresceram na cidade, passando de 9 casos em 2024 para 14 em 2025.

O aumento da violência ocorre em um cenário de conflitos cada vez mais precoces, exposição nas redes sociais e sensação de impunidade. O resultado é sentido nas ruas e dentro de casa. Pais redobram os cuidados com os filhos, escolas lidam com situações cada vez mais complexas e a população convive com um sentimento constante de insegurança.

Piracicaba, conhecida pelo desenvolvimento econômico e pela força na educação, enfrenta agora um desafio urgente: frear o avanço da violência sexual. Porque quando esse tipo de crime cresce e começa a se repetir, o risco maior não está só nos números, mas no medo que passa a fazer parte da rotina das famílias.

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