Preso preventivamente por atropelar a vendedora de churros Irislene Costa de Macêdo, de 55 anos, e tentar atingir o marido dela, Wanderson da Costa Silva, conhecido como "Zam", já havia afirmado em um vídeo publicado nas redes sociais, em 20 de junho deste ano, que era alvo de perseguição e que não poderia mais realizar atendimento presencial em seu bar, localizado no Parque São Jorge, em Franca.
Na gravação, Zam disse que, por conta de denúncias feitas por terceiros, não poderia mais utilizar a praça e a calçada em frente ao estabelecimento para atender clientes. Segundo ele, o espaço não atenderia às exigências de metragem impostas pela fiscalização.
"Por infelicidade de algumas pessoas que nos denunciaram, eu não posso mais ter atendimento presencial. Não posso usar a praça, que é uma área pública, nem a calçada. Agora vou atender apenas por iFood e delivery", afirmou.
Ainda no vídeo, Wanderson declarou que enfrentava problemas semelhantes havia anos.
"Isso já é uma perseguição que faz anos. Sempre teve essa perseguição, desde quando eu tinha uma barraquinha. Estou aqui há 18 anos. Fui crescendo, reformei o bar para melhorar o atendimento, mas sempre fui perseguido."
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Nesta quarta-feira, 22, a Justiça de Franca converteu a prisão em flagrante de Wanderson em prisão preventiva durante audiência de custódia. Ele é investigado por atropelar Irislene Costa de Macêdo e tentar atingir o marido dela na noite de terça-feira, 21, na região da Vila Exposição.
Durante o interrogatório, o investigado exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio e não respondeu aos questionamentos sobre o caso. Com a decisão judicial, ele permanecerá preso enquanto prosseguem as investigações e o processo criminal.
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