VIOLÊNCIA

Ataque incendiário atinge escritório de advocacia em Franca

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Reprodução/Câmera de segurança
Criminoso ateando fogo na fachada do escritório MVB Advogados, no Jardim Piratininga, em Franca
Criminoso ateando fogo na fachada do escritório MVB Advogados, no Jardim Piratininga, em Franca

Na madrugada desta segunda-feira, 1°, o escritório MVB Advogados, localizado no Jardim Piratininga, em Franca, foi alvo de um ataque incendiário. As imagens das câmeras de segurança registraram toda a ação, que ocorreu às 1h28.

As gravações mostram um carro parando em frente ao escritório. Um dos dois ocupantes desceu do veículo com um galão, jogou o conteúdo na fachada de madeira e ateou fogo. Em seguida, o homem retornou ao carro, que estava aguardando em uma rua lateral, e ambos fugiram do local. O fogo atingiu partes de madeira da fachada, mas não se propagou graças ao tratamento do material. O escritório estava fechado e sem funcionários no momento do ataque.

O sócio Guilherme Del Bianco registrou boletim de ocorrência e foi ouvido pelo delegado Márcio Murari, chefe da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca, que assumiu as investigações. As imagens das câmeras de segurança foram entregues à polícia.

Ainda nesta segunda-feira, os sócios se reuniram com a presidente da OAB de Franca, Luiza Gomes Gouvêa, que recebeu o relato dos fatos e manifestou o apoio da entidade. A Ordem acompanhará o caso e vai  acionar seus mecanismos institucionais de proteção ao exercício da advocacia.

O advogado Clovis Volpe, sócio do MVB Advogados, qualificou o episódio como um ato criminoso isolado, possivelmente motivado pela insatisfação de parte adversa em processo patrocinado pelo escritório. "Trata-se de uma questão de polícia. O responsável será identificado e responderá na forma da lei", afirmou.

Clovis Volpe assegurou que o incidente não compromete, em qualquer medida, o funcionamento do escritório nem o compromisso assumido perante seus clientes. "O MVB Advogados permanece inabalável e seguirá firme na defesa intransigente de todos aqueles que confiam no nosso trabalho", declarou.

Para Clovis Volpe, o episódio transcende a esfera individual do escritório e configura uma afronta à advocacia como instituição. "Este ataque não representa apenas uma agressão contra o nosso escritório e contra os nossos profissionais. É um ataque à própria advocacia, à possibilidade de qualquer advogado exercer sua função constitucional com liberdade, independência e sem intimidação", afirmou.

Embora os sócios aguardem o resultado das investigações policiais para conclusões formais, eles acreditam que o ataque está relacionado a uma série de ameaças que o escritório vem sofrendo há meses. Segundo eles, as intimidações possivelmente partiriam de uma pessoa insatisfeita com o desfecho de uma ação judicial que favoreceu clientes do MVB. O caso já era acompanhado pela polícia antes do episódio desta madrugada e inclui ameaças, outros atos de vandalismo e, agora, a tentativa de incendiar o escritório.

“A OAB Franca repudia veementemente”

A presidente da OAB Franca, Luiza Gomes Gouvêa, repudiou o ataque e reafirmou o compromisso da entidade com a segurança dos advogados. “A OAB Franca repudia veementemente qualquer prática de violência contra advogados e contra escritórios de advocacia.”

Segundo Luiza Gouvêa, o escritório solicitou assistência da Ordem. “Nós já estamos entrando em contato com a OAB São Paulo. Vamos acompanhar todo o inquérito policial. Vamos mobilizar todo o sistema que pudermos no sentido de buscar a autoria desse atentado.”

A presidente relatou que já houve outros casos de danos materiais contra advogados, mas nunca uma situação semelhante. “Já tivemos casos de pichação, de jogarem tinta. Agora, esse caso de tentativa de atear fogo é o primeiro que eu vejo. É muito extremo.”

“Temos suspeitos”

O delegado Márcio Murari, responsável pelo caso, informou que as investigações já estão em andamento e que há suspeitos identificados. “Registrei essa ocorrência e já estamos iniciando as investigações. Temos suspeitos, mas, por enquanto, não podemos divulgar nomes”, finalizou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários