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‘Vai diminuir essa pressão’, diz Tarcísio sobre Hospital Estadual

Por Pedro Baccelli | editor do Portal GCN/Sampi
| Tempo de leitura: 3 min
Pedro Baccelli/GCN
Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o jornalista Corrêa Neves Jr.
Governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o jornalista Corrêa Neves Jr.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quinta-feira, 28, em Franca, que a inauguração do Hospital Estadual Três Colinas “Dom Diógenes Silva Matthes” deve reduzir a pressão sobre a rede pública de saúde da região e descartou qualquer corte de repasses à Santa Casa de Franca. As declarações foram dadas em entrevista ao jornalista Corrêa Neves Jr., do portal GCN/Sampi, na manhã desta quinta-feira, 28, antes da entrega oficial da unidade.

Início das operações e impacto regional

“Sabíamos da pressão que tínhamos na Santa Casa”, destacou o governador. Segundo ele, o novo hospital atende a uma demanda histórica da região e deve contribuir para reorganizar o fluxo de atendimentos.

Tarcísio afirmou ainda compartilhar do sentimento do prefeito Alexandre Ferreira (MDB) com a inauguração da unidade. “Algo que era esperado há muito tempo”, disse.

Leitos e capacidade da unidade

O governador classificou o Hospital Estadual como de “médio porte”. De acordo com ele, 115 leitos de internação começam a operar a partir da próxima semana. A previsão é de que a capacidade total, de 225 leitos, esteja em funcionamento até o fim do ano. “Vai aliviar muito a região”, afirmou.

Investimento e papel da Santa Casa

Apesar do investimento de R$ 200 milhões na construção da unidade, Tarcísio ressaltou que o sistema de saúde seguirá sob pressão. “Vai diminuir essa pressão. Estamos satisfeitos? Nunca, porque sabemos que a pressão é muito grande”, declarou.

O governador também descartou cortes de manutenção na Santa Casa de Franca. “De maneira nenhuma. É uma ampliação – não é uma substituição. A Santa Casa hoje está no guarda-chuva da Tabela SUS Paulista”, afirmou.

Tabela SUS Paulista

Durante a entrevista, Tarcísio destacou a Tabela SUS Paulista, modelo complementar ao sistema federal de remuneração de serviços de saúde no Estado.

“A Tabela SUS Federal, que é a referência de pagamento do SUS, ela vem congelada há muitos anos. Como ela estava congelada, os valores estavam muito defasados, você cria um incentivo negativo. Quanto mais atendimento você faz, mais prejuízo você tem”, disse.

Financiamento da saúde em Franca

O governador também citou que o orçamento de Franca é de aproximadamente R$ 1,7 bilhão por ano, sendo cerca de R$ 440 milhões destinados à saúde. Para reduzir a pressão sobre os municípios, ele afirmou que o Estado tem ampliado mecanismos de financiamento. Segundo Tarcísio, a Tabela SUS Paulista também passou a alcançar hospitais municipais.

“O Alexandre tem um sonho aqui, e como ele é um grande gestor vai fazer um ambulatório de especialidades em Franca. Quando ele fizer, ele vai contar com recursos do Estado no custeio”, afirmou.

Ele acrescentou: “Eu crio uma lógica do incentivo: quanto mais atendimentos você faz, mais você vai receber”.

O governador também mencionou mudanças nos repasses per capita para atenção básica. Segundo ele, o valor variou de R$ 4 para uma faixa entre R$ 10 e R$ 40 por pessoa, com parte fixa e parte variável.

“Esse recurso tem dois componentes: um fixo e um variável. O variável é tanto maior quanto for maior o atingimento de metas”, disse, citando indicadores como cobertura vacinal, pré-natal e monitoramento de doenças crônicas.

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