Para a pergunta se Neymar Jr seria escalado para a copa, essa semana já tivemos a resposta. Mas existe uma outra pergunta que começa a aparecer silenciosamente entre grupos de amigas, mensagens no WhatsApp e até nas sessões de consultoria: “Fran, dá para entrar no clima da Copa sem parecer fantasiada?”
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E eu já te respondo: sim. Aliás, deveria - sou a favor de “vestirmos a camisa” e/ou adereços, mas sem perder seu estilo.
A verdade é que existe uma diferença enorme entre se caracterizar e se caricaturar. E talvez esse seja o maior medo das mulheres quando chega um momento coletivo como a Copa do Mundo: querer participar, entrar no clima, sentir pertencimento, mas sem abrir mão da elegância, da sofisticação e da própria identidade.
Afinal, depois dos 30, 40, 50+, dificilmente queremos vestir algo só porque “todo mundo está usando”, certo? Queremos nos sentir bonitas, coerentes, modernas e, acima de tudo, nós mesmas. E a boa notícia é: isso é totalmente possível.
Primeiro, precisamos quebrar um mito importante. Participar da estética da Copa não significa sair vestida literalmente de bandeira do Brasil da cabeça aos pés, coberta de verde, amarelo e brilho patriótico às três da tarde. (Calma amiga, respira! Não precisamos passar por tanto.)
Imagem pessoal tem muito mais a ver com intenção do que exagero. A pergunta certa talvez não seja: “Como eu me visto para a Copa?”
Mas sim: “Como eu incorporo a energia da Copa ao meu estilo?” Percebe a diferença?
Precisamos entender que não precisamos abandonar nossa identidade em nome de uma ocasião – é possível se adaptar.
Se você ama alfaiataria, por exemplo, que tal um blazer verde oliva combinado com jeans impecável e uma camiseta branca? E aproveitando a tendência dos broches (leu minha última coluna?), que tal uma bandeira, uma bola de futebol, uma chuteira na lapela do blazer? Se é apaixonada por peças naturais e sofisticadas, um tricô amarelo manteiga ou um lenço nas cores da bandeira pode fazer toda a diferença. Se gosta de um visual mais fashionista, acessórios estratégicos entram como protagonistas, e lembrando que estaremos com a temperatura mais amena, então de repente um cachecol ou pashmina bem torcedora.
Aliás, aqui vai uma dica valiosa de consultora de imagem: o visual costuma ficar muito mais elegantes quando trabalham a referência de forma sutil e inteligente. Em vez do óbvio, aposte no sofisticado. Troque o amarelo neon por um amarelo amanteigado. O verde bandeira por oliva, musgo ou esmeralda. O azul vibrante por marinho ou petróleo. O resultado? Um visual que conversa com o momento sem parecer fantasia de torcida organizada.
Outra dúvida muito comum: “Fran, preciso usar as cores do Brasil?” Não necessariamente, você pode traduzir o clima da ocasião através da energia do look. Um visual mais leve, descontraído e confortável para encontros, bares, almoços ou reuniões em casa já comunica pertencimento ao momento.
E atenção para um erro clássico: achar que conforto e elegância são opostos. Copa é tempo de reunir amigos, sentar, levantar, vibrar, circular, comer, brindar. Ou seja: tecidos e calçados confortáveis e peças com mobilidade não são um detalhe - são fundamentais. Poucas coisas envelhecem mais uma imagem do que alguém claramente desconfortável tentando sustentar um look “montado demais”.
Não esqueça, elegância quase sempre parece natural. E talvez a maior dica seja esta: não abandone quem você é para caber no tema.
Se você ama monocromia, continue. Se ama acessórios dourados, use. Se sua assinatura são peças minimalistas, mantenha. E apenas faça pequenos acenos ao momento. Então, respondendo à pergunta do início: dá, sim, para entrar no clima da Copa e continuar elegante. Na verdade, talvez o verdadeiro charme esteja exatamente nisso: estar caracterizada o suficiente para viver a experiência e sofisticada o bastante para continuar sendo você.