A tradicional Associação dos Empregados no Comércio aprovou um novo estatuto e oficializou a mudança de nome para Associação Esportiva Castelinho durante assembleia extraordinária realizada no último dia 13, em Franca. A votação ocorreu justamente no dia em que o clube completou 117 anos de fundação.
A alteração encerra um processo iniciado em 2022 e transforma em identidade jurídica o nome pelo qual a instituição já era conhecida popularmente há décadas: Castelinho.
Além da mudança de nomenclatura, o novo estatuto amplia o objeto social do clube, permitindo atuação esportiva, cultural, social, comunitária e filantrópica. A medida também enquadra formalmente a instituição na Lei Geral do Esporte, abrindo caminho para certificações, captação de recursos públicos e privados e futuros projetos esportivos.
“A gente ampliou o leque do objeto social da associação, que além da parte recreativa, vai ter finalidade esportiva, social, comunitária, cultural e filantrópica”, afirmou Gustavo Simei Garcia, diretor financeiro do clube e integrante da comissão responsável pela elaboração do novo estatuto.
Reforma começou em 2022
Segundo Gustavo, a reformulação institucional começou após assembleia realizada em setembro de 2022, que definiu a necessidade de atualização do estatuto anterior, vigente desde 2003.
Uma comissão formada por integrantes da situação e da oposição trabalhou por mais de um ano e meio na elaboração do novo texto.
“Foi uma coisa suprapartidária, com pessoas com formação jurídica, pensando no futuro do clube, não em benefício de um grupo”, disse.
O texto já havia sido levado para votação em outubro de 2024, mas não alcançou quórum suficiente para instalação da assembleia. Na nova convocação, realizada no aniversário do clube, a aprovação foi confirmada pelos sócios patrimoniais presentes.
O que muda no clube
Entre as principais alterações aprovadas estão mudanças na estrutura administrativa e eleitoral da instituição.
Os mandatos da diretoria passam de dois para três anos. O número mínimo de integrantes para formação de chapas eleitorais também foi reduzido de 47 para 27 membros.
O novo estatuto ainda prevê que chapas derrotadas possam ocupar vagas no Conselho Deliberativo, desde que atinjam votação mínima.
“Você vai ter a oposição dentro da gestão, fiscalizando por dentro. Isso é mais transparência”, afirmou Gustavo.
Outra novidade é a criação da categoria de sócio patrimonial individual, permitindo que solteiros, divorciados e viúvos participem da vida política do clube, podendo votar e ser votados.
O texto também moderniza procedimentos internos, autorizando eleições virtuais e substituindo publicações obrigatórias em jornais impressos por formas digitais de comunicação.
Proteção da marca e foco no esporte
Com o enquadramento na Lei Geral do Esporte, o clube também passa a ter proteção jurídica sobre a marca “Castelinho”.
Segundo a diretoria, a adequação fortalece institucionalmente a entidade e prepara o clube para buscar novos projetos esportivos e recursos de incentivo.
Entre os planos futuros está a possibilidade de ampliar a participação esportiva da instituição em diferentes modalidades.
“A ideia é virar a chavinha. Mas primeiro temos que melhorar a infraestrutura. Isso é a longo prazo”, afirmou Gustavo.
Atualmente, o clube possui quadras de tênis, pit-tênis, pickleball, futebol e ginásio poliesportivo.
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