O homem de 39 anos preso pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca por suspeita de agiotagem, extorsão e usura negou, em depoimento prestado nesta quarta-feira, 13, ter feito ameaças à vítima e cobrado juros abusivos em um empréstimo investigado pela Polícia Civil. Apesar da negativa, a corporação afirma ter reunido provas que contrariam a versão apresentada pelo suspeito.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gabriel Fernando, o investigado negou todas as acusações durante o interrogatório, mas o conteúdo obtido durante a investigação reforça os indícios dos crimes apurados.
“Ele negou tudo, porém temos arquivos de áudio, mídias e conversas que acabam corroborando contra a versão apresentada. Mas isso é um meio de defesa, a gente sabe que pode acontecer. Apesar disso, ele vai ser indiciado pelos crimes de usura e extorsão e o inquérito será encaminhado para a Justiça”, afirmou o delegado.
Prisão ocorreu em ótica no Centro
A prisão preventiva do suspeito foi cumprida na tarde da última segunda-feira, 11, em uma ótica localizada no Centro de Franca, durante o cumprimento de mandado judicial expedido pela Justiça.
De acordo com a investigação, o caso teve início após uma vítima denunciar cobranças consideradas abusivas relacionadas a um empréstimo de R$ 12 mil.
Conforme a apuração da Polícia Civil, a dívida teria aumentado inicialmente para R$ 25 mil e, posteriormente, alcançado R$ 250 mil devido à incidência de juros considerados excessivos.
Polícia investiga possíveis ameaças
Além das cobranças financeiras, o homem também é suspeito de ameaçar a vítima para garantir o pagamento da dívida.
Segundo a investigação, ele teria afirmado possuir influência e contatos em órgãos federais e no sistema judiciário local como forma de intimidação.
O delegado Gabriel Fernando também esclareceu que, até o momento, não há indícios de ligação entre o investigado e as duas quadrilhas de Franca alvos recentes de operações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Ainda segundo a Polícia Civil, o homem é investigado em outro caso sem relação com a prática de agiotagem.
O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua investigando o caso e não descarta a possibilidade de novas vítimas na região.
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