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Rony é solto e defesa diz que ele se arrepende das agressões

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Reprodução/Redes sociais
Ronny Hernandes Alves dos Santos, de 40 anos, acusado de agredir e ameaçar uma mulher
Ronny Hernandes Alves dos Santos, de 40 anos, acusado de agredir e ameaçar uma mulher

Ronny Hernandes Alves dos Santos, de 40 anos, foi solto nesta quarta-feira, 13, após decisão judicial que autorizou que ele responda ao processo em liberdade. Segundo a defesa, a Justiça entendeu que não houve configuração dos crimes de extorsão e usura no caso em que ele é acusado de agredir e ameaçar uma mulher por causa de uma dívida de R$ 1 mil, em Franca.

Defesa fala em arrependimento

Em entrevista exclusiva ao portal GCN/Sampi, a advogada Helena Diniz afirmou que a soltura já era esperada pela defesa desde o início do processo.

“A soltura do Rony não é nenhuma surpresa para a defesa, porque, como eu disse na minha nota à imprensa, não configurava crime de extorsão nem usura. O Rony apenas foi ao local para receber o capital que ele havia emprestado para essa vítima. Fizemos a audiência de instrução e julgamento ontem, e o juiz entendeu que ele poderia responder o processo em liberdade”, declarou.

A advogada afirmou ainda que o investigado reconhece a gravidade das agressões e se arrepende da conduta.

“Eu quero deixar claro que foi lamentável a postura do Rony. Ele se arrepende amargamente, mas o que a gente deve frisar aqui é que não houve qualquer tipo de usura ou extorsão”, completou.

“Não existe defesa para isso”

Ao comentar as agressões registradas pelas câmeras de segurança, Helena Diniz afirmou que a defesa não tenta justificar a violência.

“Não existe defesa para isso. O Rony tem ciência, ele ficou preso, ele vai pagar pelos atos dele, mas o que houve ali foi uma lesão corporal e não extorsão ou usura. De forma alguma a defesa quer justificar a agressão”, disse.

O caso

Rony é acusado de agredir e ameaçar uma mulher na porta da casa dela por causa de uma dívida de R$ 1 mil. A vítima registrou boletim de ocorrência e entregou imagens de câmeras de segurança que mostram o momento das agressões.

Segundo as gravações, a violência começou ainda dentro da garagem da residência e continuou na rua, em frente ao imóvel. O caso ocorreu em janeiro e passou a ser investigado pela Polícia Civil.

O investigado já havia sido apontado anteriormente como suspeito de práticas de agiotagem e chegou a ser preso em 2023 durante a operação Castelo de Areia. Em 2025, porém, foi absolvido e colocado em liberdade.

No início deste ano, a vítima formalizou a denúncia que resultou na investigação conduzida pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca e na prisão mais recente.

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