Uma operação da Polícia Civil desmantelou, na manhã desta quarta-feira, 13, um esquema de falsificação de perfumes em larga escala na rua Papa João XXIII, no bairro Nova Franca, em Franca. No imóvel, os policiais encontraram uma estrutura completa de fabricação clandestina, com máquinas, embalagens, produtos químicos e perfumes de marcas conhecidas. Segundo o investigador Júlio Rodrigues, o responsável pelo barracão admitiu que parte da produção era destinada à falsificação.
O volume de mercadorias apreendidas chamou a atenção dos investigadores. De acordo com Júlio Rodrigues, dois veículos já haviam deixado o local carregados antes da chegada da polícia, enquanto outros ainda estavam sendo abastecidos com os produtos.
A estimativa é de que aproximadamente seis caminhonetes tenham sido necessárias para transportar todo o material recolhido durante a operação.
Estrutura completa de fabricação
No interior do barracão, os policiais encontraram uma linha de produção montada para reproduzir perfumes de marcas nacionais e importadas.
Segundo a investigação, os responsáveis adquiriam álcool e misturavam o produto com essências, corantes e outros componentes químicos para imitar fragrâncias conhecidas. Após a manipulação, os perfumes eram envasados com máquinas próprias e recebiam rótulos produzidos no próprio imóvel.
Os investigadores também localizaram impressoras utilizadas para confeccionar embalagens, além de funcionários responsáveis pela comercialização dos produtos pela internet.
“Ele não se esquivou da responsabilidade, afirmou que realmente estava falsificando parte dos produtos”, destacou o investigador Júlio Rodrigues.
Produtos passarão por perícia
Além dos perfumes, bolsas foram encontradas no imóvel. Segundo a polícia, os itens não apresentavam indícios de falsificação por não possuírem marcas.
Todo o material apreendido foi encaminhado para a delegacia e será submetido à perícia. Computadores e celulares também foram recolhidos e devem auxiliar na identificação do período de funcionamento do esquema e do alcance das vendas.
A polícia também vai analisar os produtos para verificar possíveis riscos à saúde dos consumidores, já que os itens não possuíam controle sanitário nem autorização dos órgãos competentes.
O caso foi apresentado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Franca. O responsável pelo barracão deve responder por crimes como falsificação de produtos, uso indevido de marcas e infrações contra a saúde pública.
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