AVENIDA COM RACHAS

Vídeo mostra momento de batida que matou universitária em Franca

da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Batida terminou em morte de estudante de apenas 19 anos em Franca
Batida terminou em morte de estudante de apenas 19 anos em Franca

As imagens do acidente que matou a universitária Anna Elisa Borges, de 19 anos, foram divulgadas mais de um mês após a tragédia e mostram o momento exato da colisão registrada na avenida Doutor Armando de Sales Oliveira, nas proximidades da entrada da Unifran (Universidade de Franca), em Franca.

No vídeo, é possível ver que o Chevrolet Celta onde Anna estava já terminava de atravessar a avenida quando é atingido violentamente por um Volkswagen Polo preto conduzido por Clovis Eduardo Pinto Ludovice Neto, de 20 anos. Com a força do impacto, um dos ocupantes chegou a ser arremessado para fora do veículo.

O acidente aconteceu no dia 29 de março e causou grande comoção em Franca e na região. Anna Elisa morreu ainda no local. Natural de Capetinga (MG), a jovem havia se mudado recentemente para Franca para cursar faculdade.

Laudo aponta excesso de velocidade

Segundo laudo pericial divulgado pela Polícia Civil, o Volkswagen Polo trafegava entre 83 km/h e 110 km/h antes da frenagem. No trecho onde ocorreu a colisão, a velocidade máxima permitida é de 30 km/h.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Davi Abmael, o documento confirma o excesso de velocidade, mas ainda não conclui se houve participação em um racha. As imagens e outros materiais apreendidos foram encaminhados para perícia complementar, que deve apontar se o motorista disputava corrida ilegal com outro veículo que aparece nas gravações.

Ainda conforme a investigação, exames clínicos realizados pelo médico legista apontaram que tanto o motorista do carro onde Anna estava quanto o condutor do Polo haviam ingerido bebida alcoólica antes do acidente.

Moradores cobram medidas de segurança

Na noite da batida, Anna e outros dois jovens teriam saído para comprar um lanche quando foram atingidos.

Moradores do Parque Universitário afirmam que o trecho registra com frequência motoristas em alta velocidade, principalmente entre quinta-feira e domingo. Após a morte da estudante, moradores voltaram a cobrar medidas de segurança, como instalação de lombadas, redutores de velocidade e reforço na fiscalização.

A Polícia Civil segue com o inquérito em andamento e aguarda a conclusão do laudo complementar que poderá confirmar ou descartar a suspeita de racha. Caso a hipótese seja confirmada, a responsabilização criminal do motorista pode ser agravada.

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