FRAUDES MILIONÁRIAS

DIG de Franca participa de operação do Gaeco e prende advogados

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/Redes Sociais
Policiais civis de Franca em Ribeirão Preto, atuando na operação contra advogados
Policiais civis de Franca em Ribeirão Preto, atuando na operação contra advogados

Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca participaram, nesta quarta-feira, 6, de uma operação da Polícia Civil com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, que resultou na prisão de ao menos quatro advogados suspeitos de fraudes judiciais e financeiras em Ribeirão Preto, a cerca de 90 quilômetros de Franca.

Mandados em três cidades

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto, Igarapava e Sertãozinho.

A ação integra a segunda fase da Operação Têmis, que investiga um esquema responsável por prejuízos estimados em R$ 100 milhões a instituições bancárias.

Entre os alvos, estão Klaus Philipp Lodoli, Rafael de Jesus Moreira, Carlos Renato Lira Buosi, Daiane Cristina Rosa, Carine Costa e Silva Araújo e Donizete Gomes da Silva. Klaus, Rafael, Carlos Buosi e Carine são advogados.

Klaus já havia sido preso na primeira fase da operação, em 2018, mas respondia em liberdade. Atualmente, ele está com o registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) suspenso.

Defesa e posicionamento da OAB

Na chegada à delegacia, Carlos Renato Lira Buosi afirmou que pretende provar a própria inocência. “Estou tranquilo, não tem nada de mais, vou provar que essa acusação quanto à minha pessoa é infundada”, declarou.

Em nota, a OAB informou que a Comissão de Prerrogativas acompanhou as diligências para garantir o respeito aos direitos profissionais dos envolvidos.

A entidade destacou que possui mecanismos próprios para apurar eventuais infrações ético-disciplinares e afirmou que segue acompanhando o caso.

Apreensões e investigação

Segundo o Ministério Público, os investigados são considerados peças-chave na estrutura do grupo.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos quatro veículos, além de documentos, computadores e celulares, que passarão por análise para o avanço das investigações.

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