O mercado imobiliário de Franca iniciou o ano de 2026 enfrentando um cenário desafiador nas vendas, com quedas consecutivas de 16,71% em janeiro e 16,59% em fevereiro. No entanto, em março, registrou uma recuperação histórica.
Segundo levantamento do Crecisp (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), feito com 70 imobiliárias, as vendas dispararam 116,95% e as locações subiram 101,58%. A reversão da queda vista no início do ano ocorre devido à ampliação do crédito habitacional e à busca das famílias por readequação financeira e maior qualidade de vida.
As residências térreas e sobrados dominam o cenário de vendas, representando 63% dos negócios fechados, contra 37% de apartamentos. O consumidor da região prioriza imóveis de dois (45,5%) e três dormitórios (36,4%), com áreas que variam de 51 m² a 100 m² (40,9% das casas vendidas).
Os dados indicam um padrão de consumo focado em famílias de tamanho médio. A distribuição espacial das transações aponta um equilíbrio: 39,4% ocorreram na região central, 36,4% nas demais regiões urbanas e 24,2% em bairros nobres.
A Caixa Econômica Federal sustenta o setor, financiando 50% das aquisições. O mercado também apresenta forte consolidação de preços: mais da metade dos imóveis (54,3%) foi comercializada exatamente pelo valor anunciado, sem nenhum tipo de desconto.
Locações revelam ajuste de orçamento
O segmento de locação cresceu em ritmo ainda mais acelerado, evidenciando uma reestruturação financeira das famílias. O levantamento do Crecisp mostra que 100% dos inquilinos que mudaram de endereço optaram por imóveis mais baratos.
Esse movimento empurrou a demanda para os bairros mais periféricos, que concentraram 89,5% dos novos contratos.
As casas também são a ampla maioria no aluguel (65%), com valores mensais predominantemente entre R$ 1.000 e R$ 1.500 (cerca de 40% dos negócios).
Nas garantias locatícias, o mercado passa por uma modernização. O seguro fiança consolidou sua liderança absoluta, presente em 63,4% das negociações, enquanto a figura tradicional do fiador responde por apenas 29,3% dos contratos.
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