Servidores e servidoras da Fundação Casa aprovaram, na manhã deste sábado, 25, o estado de greve da categoria, durante assembleia geral convocada pelo SITSESP (Sindicato da Socioeducação do Estado de São Paulo). A decisão foi tomada por ampla maioria diante da falta de respostas concretas da instituição às reivindicações da campanha salarial, especialmente sobre o reajuste pedido de 5%.
A assembleia ocorreu em formato híbrido, com participação presencial e remota. Durante a reunião, dirigentes sindicais apontaram insatisfação com a condução das negociações, marcada por atrasos e ausência de propostas efetivas.
Segundo os trabalhadores, a avaliação predominante é de que, sem pressão organizada, não haverá avanços. O estado de greve funciona como um alerta à gestão da Fundação Casa, indicando que a categoria está mobilizada e pode intensificar o movimento nos próximos dias.
Representante do sindicato, Marcos Alves criticou a postura do governo nas negociações. “Eles colocaram para uma comissão de política salarial, mas estão enrolando. Não trazem o índice para negociação, fazem corpo mole e não resolvem o problema”, afirmou. Segundo ele, a principal reivindicação é um reajuste de 5%, considerado o ponto central do impasse.
“A briga é o reajuste de 5%. Essa é a batalha que pode levar a categoria a optar por uma greve geral”, completou.
A categoria também aprovou a realização de uma nova assembleia no dia 16 de maio. Na ocasião, os trabalhadores irão reavaliar o andamento das negociações e definir os próximos passos, podendo inclusive deliberar pela deflagração de greve.
Até lá, estão previstas ações de mobilização, como protestos, atos públicos e diálogo com a sociedade civil e representantes políticos, com o objetivo de pressionar por avanços nas tratativas.
O SITSESP informou que permanece aberto ao diálogo, mas ressaltou que não aceitará a paralisação das negociações. A entidade também destacou que a participação massiva dos servidores será determinante para o fortalecimento do movimento.
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