A Justiça determinou, nesta quarta-feira, 22, a revogação da prisão preventiva de Rafael Araldi Moreira, investigado por efetuar disparos contra o empresário Marcelo Rossato e sua esposa, Giovanna Abdalla, de 29 anos, em Franca. A mulher ficou gravemente ferida.
Rafael estava preso desde a madrugada do crime, ocorrido no domingo, 12, após um show da dupla Henrique & Juliano, no Jardim Santa Lúcia. Com a nova decisão, ele foi colocado em liberdade nesta tarde.
A soltura foi concedida após pedido da defesa, com manifestação favorável do Ministério Público. Na decisão, o juiz entendeu que, neste momento, não há elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva.
Entre os pontos considerados estão o fato de o investigado ter acionado a Polícia Militar após a ocorrência, possuir residência fixa e exercer atividade lícita.
O alvará de soltura foi expedido com condições, como o comparecimento obrigatório a todos os atos do processo. Em caso de descumprimento, a prisão preventiva poderá ser novamente decretada.
A decisão também determina a continuidade das investigações, com prioridade na coleta de imagens de câmeras de segurança do local onde começou o desentendimento entre o investigado e as vítimas.
Relembre o caso
O crime aconteceu na madrugada de 12 de abril, após o show de Henrique & Juliano, próximo ao Franca Shopping. Segundo a investigação, uma discussão começou em um camarote do evento e envolveu Rafael Araldi Moreira e Marcelo Rossato, organizador do show. A mulher dela, Giovanna Abdalla, se aproximou e teria sido ofendida pelo acusado.
Horas depois, o casal foi até a casa de Araldi tirar satisfação. Eles bateram em portões com chute e golpes de cinto. O acusado reagiu a tiros e acertou Giovanna, que ficou gravemente ferida.
Araldi foi preso em flagrante por disparo de arma de fogo e lesão corporal, mas, após decisão da Justiça na audiência de custódia, o caso passou a ser investigado como dupla tentativa de homicídio.
Agora, com a revogação da prisão, Araldi responde em liberdade, enquanto a Polícia Civil e o Ministério Público aguardam novas provas para dar sequência ao caso.
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