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Doença rara e silenciosa tem 17 casos na região de Franca

Por Giovanna Attili | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Gerada por IA
Hipertensão intracraniana idiopática é uma condição rara que costuma acontecer em mulheres em idade reprodutiva
Hipertensão intracraniana idiopática é uma condição rara que costuma acontecer em mulheres em idade reprodutiva

São 17 casos de hipertensão intracraniana idiopática no DRS de Franca (Departamento Regional de Saúde) registrados de janeiro a dezembro de 2025. Apesar do baixo número, o diagnóstico precoce é importante, pois a condição surge de forma silenciosa.

Conhecida anteriormente como “pseudotumor cerebral”, ou “hipertensão intracraniana benigna”, a hipertensão intracraniana idiopática aumenta a pressão dentro do crânio. Essa condição é, segundo o artigo do neurologista Stephen D. Silberstein, formado pela Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, comum entre mulheres jovens em sobrepeso, normalmente em seus anos reprodutivos.

Apesar do diagnóstico, a doença ainda não tem causa específica definida.

Os números na região de Franca

Dos 17 casos registrados em Franca em 2025, 11 foram ambulatoriais, ou seja, não precisaram de internação. Dentre esses, 10 foram mulheres e um homem.

Já em questão de internação, foram seis casos, sendo os seis com mulheres.

A maior incidência dos casos ocorreu nas faixas de idade entre 25 e 29 anos e 30 a 34 anos.

O diagnóstico prévio

Em Franca, a oftalmologista Daniela Fagundes Casas é uma das responsáveis por encaminhar jovens com essas condições ao hospital de referência da cidade. Segundo ela, apesar de ser uma condição neurológica, a hipertensão intracraniana é, por muitas vezes, percebida primeiro pelo oftalmologista.

“Os pacientes costumam chegar com queixas como dor de cabeça frequente, que pode piorar ao longo do tempo, além de náuseas, vômitos e alterações na visão, como visão embaçada ou episódios de escurecimento visual”, disse a oftalmologista.

Daniela reforça que o procedimento essencial para o diagnóstico é o exame de fundo de olho, que pode identificar um edema (inchaço) do nervo óptico, que ocorre quando há aumento de pressão dentro do crânio.

“É um sinal importante que leva ao encaminhamento rápido para a investigação neurológica. Um achado que exige avaliação imediata, porque pode estar relacionado a diferentes condições neurológicas que precisam ser diagnosticadas e tratadas precocemente, inclusive para preservar a visão do paciente”, explicou.

O pós-diagnóstico

A oftalmologia passa a ser companheira constante após o diagnóstico. Segundo Daniela Casas, deve existir um monitoramento do nervo óptico para garantir que está melhorando.

“É feito o exame de fundo de olho e também exames como o OCT (Tomografia de Coerência Óptica), que mede, de forma objetiva, esse inchaço. A gente acompanha o campo visual, que é o exame que mostra como o paciente está enxergando na prática. Muitas vezes, a alteração aparece ali, antes mesmo de o paciente perceber”, contou Casas.

A oftalmologista reforçou a importância das outras especialidades no processo e garantiu que o acompanhamento oftalmológico trabalha junto para que a visão siga sendo preservada.

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