DECISÃO JUDICIAL

Justiça exclui produtor da região de lista de trabalho escravo

Por Leonardo de Oliveira | da Região
| Tempo de leitura: 1 min
Ministério do Trabalho/Divulgação
Homens em situação análoga a trabalho escravo
Homens em situação análoga a trabalho escravo

Uma decisão liminar da Justiça determinou a retirada do nome do produtor rural Luiz Carlos Bergamasco do Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja”. A medida foi concedida recentemente e suspende os efeitos da inclusão até o julgamento final do caso.

A determinação ocorre após a divulgação, na última semana, de uma matéria que apontava Bergamasco como o empregador com o maior número de trabalhadores resgatados na região, com 121 pessoas identificadas em situação irregular em propriedade localizada na Fazenda São Jorge, em Jeriquara, cidade localizada a 40 km de Franca. A inclusão dele no cadastro havia sido registrada no dia 6 de abril de 2026.

Com a liminar, o nome do produtor deve ser retirado da lista, o que, na prática, interrompe temporariamente os efeitos administrativos da inclusão, como restrições de crédito e impactos reputacionais. A decisão, no entanto, não encerra o processo, que ainda será analisado em definitivo pela Justiça.

A chamada “lista suja” é um instrumento do governo federal que reúne empregadores flagrados por fiscalização do trabalho explorando mão de obra em condições análogas à escravidão. A inclusão ocorre após processo administrativo e costuma ter grande repercussão pública.

A lista inclui empregadores de outras cidades da região, incluindo Guaíra, Guará, Igarapava e Patrocínio Paulista, envolvendo diferentes números de trabalhadores em situações irregulares.

A defesa de Bergamasco sustenta que há questionamentos sobre os critérios e a legalidade da inclusão no cadastro, argumentos que foram considerados, em caráter inicial, pela Justiça ao conceder a liminar. O mérito da ação ainda será julgado, podendo confirmar ou reverter a decisão provisória.

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Comentários

1 Comentários

  • Leila 4 dias atrás
    Querer banheiro na roça pro trabalhador rural é muito sem noção.