As mortes no trânsito de Franca quase triplicaram no primeiro trimeste deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e março de 2026, foram 19 mortes nas ruas, avenidas e rodovias do município, contra 7 nos primeiros três meses do ano passado.
O mês de março de 2026 também teve uma disparada. Foram 56 acidentes de trânsito na cidade, com 5 mortes, segundo os dados mais recentes. O número de óbitos representa um aumento de 150% em relação ao mesmo mês do ano anterior, indicando um cenário de maior gravidade, mesmo sem crescimento proporcional no total de ocorrências. Os dados foram divulgados na semana passada, através do Infosiga 3.0, plataforma do Detran que registra ocorrências de trânsito.
Na comparação com meses anteriores, março apresenta volume intermediário de acidentes — abaixo, por exemplo, de fevereiro (73 sinistros) e de picos registrados ao longo de 2025, como julho (89). Ainda assim, o número de mortes chama atenção pela elevação significativa, sugerindo aumento da letalidade nos acidentes.
Entre as vítimas fatais de março, os dados apontam:
- 2 motociclistas;
- 2 ocupantes de automóveis; e
- 1 pedestre.
2026 já acumula forte alta nas mortes
Considerando o acumulado de janeiro a março de 2026, Franca soma 19 mortes no trânsito, um crescimento de 171,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nesse recorte, os motociclistas também lideram:
- 8 mortes (alta de 100%);
- 6 ocupantes de automóveis;
- 4 pedestres (alta de 300%); e
- 1 ciclista.
Em relação aos acidentes, os três primeiros meses de 2026 somam 181:
- Janeiro: 52;
- Fevereiro: 73; e
- Março: 56.
Os números mostram oscilação, mas sem fugir do padrão histórico da cidade.
Panorama geral mantém volume elevado
No recorte de 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, Franca contabiliza 932 acidentes e 52 mortes no trânsito.
A cidade, com 356.397 habitantes e 178.063 veículos, apresenta taxa de 14,59 óbitos por 100 mil habitantes e 2,92 mortes a cada 10 mil veículos. O percentual de fatalidade é de 5,47%, enquanto o custo estimado dos sinistros ultrapassa R$ 118,2 milhões.
Horários de maior risco seguem concentrados
Os dados por hora indicam que o risco permanece maior no fim da tarde. O pico ocorre às 17h (80 acidentes), seguido por 18h (79) e 16h (62). Também há destaque para 12h (69) e 7h (61), horários associados ao fluxo intenso de veículos.
Já durante a madrugada, o número de ocorrências é menor, variando entre 3 e 13 acidentes por hora, embora ainda haja registros fatais.
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