ENTREVISTA

Atirador afirma ter sido ameaçado, diz defesa

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Sampi/Franca
Reprodução
Caminhonete usada pelo casal; Rafael Araldi Moreira, acusado de efetuar os disparos
Caminhonete usada pelo casal; Rafael Araldi Moreira, acusado de efetuar os disparos

A defesa de Rafael Araldi Moreira, acusado de atirar contra um casal e atingir Giovanna Abdalla, de 29 anos, na madrugada deste domingo, 12, no Jardim Santa Lúcia, em Franca, afirmou que ele está arrependido e que os disparos foram feitos “sem ver”.

Em entrevista exclusiva ao portal GCN/Sampi e à Rádio Difusora nesta segunda-feira, 13, o advogado de defesa, Márcio Cunha, se manifestou após a audiência de custódia que manteve a prisão preventiva do suspeito.

“Ele esclareceu todos os fatos. Após o ocorrido, ele mesmo ligou para o 190 e para policiais que conhecia, fazendo a denúncia. Ele não se evadiu. A polícia foi até a casa dele, ele se apresentou e entregou a arma, que é registrada e regular. Mas, acima de tudo, o entendimento do promotor foi de tentativa de homicídio, o que, ao nosso ver, não tem fundamento”, afirmou.

Ligações após o show

De acordo com o advogado, o conflito teria continuado após o evento, com ligações feitas pelo empresário Marcelo Rossato, organizador do show e companheiro da vítima. “Todas as ligações foram do Marcelo. O senhor Rafael já estava indo para casa. Entre 3h06 e 3h20, todas as ligações foram do senhor Marcelo. Isso está registrado nos celulares”, disse.

A defesa também sustenta que Rafael não informou seu endereço, alegando que os dois já se conheciam anteriormente. “Na verdade, o senhor Marcelo já conhecia o meu cliente e sabia onde ele residia”, afirmou.

Atirador alega ameaças

Ainda de acordo com Márcio Cunha, o cliente relatou ter sido ameaçado. “Ele disse ao meu cliente que iria matá-lo e que estava indo até a casa dele para fazer esse ato”, declarou.

Sobre o momento dos disparos, o advogado afirmou que tudo aconteceu rapidamente. “Foi a conta dele entrar no apartamento que chegou o senhor Marcelo. Não deu tempo nem de acionar a polícia”, disse.

“Dos disparos, ele afirma que foram cerca de oito a dez tiros contra a caminhonete, unicamente. A única visão que ele teve ao abrir o portão foi de Marcelo pegando algo no chão, se levantando e colocando na cintura. Meu cliente entendeu que eles estavam armados”, completou.

Advogado diz que tiros eram para afastar casal

Segundo a defesa, os disparos tiveram a intenção de afastar o casal. “Como eles não paravam de ameaçar e xingar, meu cliente optou por disparar no intuito de fazer com que eles saíssem do local. Esse foi o único objetivo”, afirmou.

“Totalmente abalado”

O advogado também destacou o estado emocional do suspeito. “Ele está totalmente abalado. Nunca teve qualquer condenação, nunca foi preso, tem residência fixa e família. É uma pessoa que nunca se deparou com uma situação dessas”, disse.

“Em relação ao arrependimento, acredito que sim. O que vejo é que ele está muito abalado psicologicamente. Ele também está preocupado com a saúde da Giovanna, pergunta a todo momento, inclusive perguntou ao delegado na minha frente”, completou.

O caso

A defesa ainda afirmou que a confusão inicial teria ocorrido no camarote do evento. Segundo o relato do suspeito, ele acreditava ter autorização para permanecer no local com base na pulseira que utilizava, o que teria sido contestado por Marcelo.

Rafael Araldi Moreira permanece preso após a audiência de custódia. Giovanna Abdalla segue internada sob observação médica após ser atingida pelo disparo. O caso continua sendo investigado, com a oitiva de testemunhas.

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