A greve dos professores da rede estadual convocada pela Apeoesp teve continuidade na sexta-feira (10), com impacto em escolas de todo o Estado de São Paulo, incluindo 21 unidades em Franca. Novas paralisações estão descartadas, mas categoria decide manter mobilização e agenda novo ato na capital. As aulas serão retomadas normalmente na segunda-feira, 13.
O movimento pressiona o governo estadual por reajuste salarial, valorização profissional e mudanças em políticas educacionais, afetando o funcionamento de diversas unidades.
Na cidade, a adesão variou entre paralisações totais e parciais ao longo de quinta (9) e sexta-feira (10).
Na quinta-feira (9), o balanço foi:
- 100% paralisadas: Vicente Minicucci; João de Faria; Roberto Scarabucci
- 90% de adesão: Luis Paride
- Parcial: Celso Toledo; Cede; Hélio Palermo; Homero Alves; Isaac Vilela; João Marciano; Jorge Faleiros; Laura de Melo; Maciel de Castro; Maria Pia; Mario D’Elia; Odette Bueno; Stella da Matta
Já nesta sexta-feira (10), as escolas com adesão foram:
- Paralisação total: David Carneiro Ewbank; Roberto Scarabucci; Stella da Matta; Vicente Minicucci
- Parcial: Adelmo Francisco; Agostinho de Vilhena; Celso Toledo; Dante Guedine; Evaristo Fabrício; Henrique Lespinasse; Homero Alves; Isaac Vilela; Israel Niceus; Jorge Faleiros; Laura de Melo; Maciel de Castro; Maria Pia; Mário D’Elia; Odette Bueno; Pedro Nunes; Sérgio Leça
O movimento também foi marcado por mobilização na capital paulista. Professores participaram de assembleia e caminhada que saiu do Masp, na Avenida Paulista, até a Praça da República, onde foi definida a continuidade da mobilização.
De acordo com a regional da Apeoesp, a categoria aprovou a realização de uma nova assembleia no próximo dia 28 de abril, em frente à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, quando deve entrar em pauta o projeto de reforma administrativa da educação.
A greve foi convocada com uma pauta ampla de reivindicações. Entre os principais pontos, estão o pagamento de valores retroativos do período da pandemia, a aplicação do tempo de serviço descongelado e a garantia de professores em todas as salas de aula. A categoria também cobra reajuste salarial linear, adequação da jornada ao piso nacional e revisão do modelo de avaliação de desempenho.
Segundo a Apeoesp, há defasagem salarial significativa: em 2006, o salário inicial equivalia a cerca de cinco salários mínimos, proporção que hoje caiu para aproximadamente 3,4. O sindicato defende que, para manter a equivalência, o piso deveria ser de R$ 7.910 - cerca de R$ 2.410 a mais que o valor atual.
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