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Suspeita de cárcere termina em espancamento em Miguelópolis

Por Laís Bachur | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
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Briga entre mulheres em Miguelópolis após acusação de furto
Briga entre mulheres em Miguelópolis após acusação de furto

Duas mulheres de Franca foram apontadas como suspeitas de furtar objetos de um homem, supostamente cliente de programas sexuais. Após o encontro, elas teriam sido mantidas na casa onde ocorreu o programa até devolverem os pertences. A situação levou a mãe de uma das mulheres a acionar a Polícia Militar, ao suspeitar de um possível caso de cárcere privado. A ocorrência foi registrada na última quarta-feira, 8, na avenida Frontino de Freitas, em Miguelópolis.

Ao chegarem ao endereço, os policiais fizeram contato com um homem que se apresentou como testemunha. Ele relatou que, durante a noite, um indivíduo não identificado afirmou que as duas mulheres, que fariam programas, teriam furtado seus pertences. Segundo o depoimento, elas estavam hospedadas na residência.

Uma mulher também foi ouvida no local e confirmou a mesma versão apresentada pelo homem.

Já as duas suspeitas afirmaram apenas que vieram de Franca e se recusaram a fornecer qualquer tipo de identificação.

Durante a abordagem policial, a situação saiu do controle. Houve uma briga entre as moradoras da casa e as suspeitas, com troca de agressões físicas, incluindo tapas, chutes e puxões de cabelo. Para conter os ânimos, a Polícia Militar utilizou espargidor (spray de pimenta).

Mesmo após saírem da residência com malas de roupas, as mulheres continuaram sendo alvo de agressões. Uma das pessoas presentes gritava: “Bate, bate porque merece. É ladra”.

Em determinado momento, uma das suspeitas foi atacada por várias mulheres ao mesmo tempo. Mesmo caída no chão, ela continuou sendo agredida com socos e chutes. Uma das agressoras chegou a puxá-la pelos cabelos e arrastá-la pela rua, enquanto outras continuavam as agressões. A Polícia Militar precisou intervir para encerrar a violência.

Após o tumulto, as duas mulheres não quiseram prestar declarações. Com apoio da Polícia Civil, elas foram levadas até a delegacia de Miguelópolis.

Mesmo na unidade policial, as suspeitas novamente se recusaram a se identificar formalmente e não demonstraram interesse em representar criminalmente pelos fatos.

O caso será apurado pelas autoridades.

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