PARALISAÇÃO

Franca: professores da rede estadual entram em greve nesta quinta

Por Pedro Dartibale | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Sampi/Franca
Divulgação/Apeoesp
Professores em manifestação por reajuste salarial em São Paulo
Professores em manifestação por reajuste salarial em São Paulo

Uma greve dos professores da rede estadual foi convocada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) para esta quinta-feira, 9, e sexta-feira, 10, em todo o estado de São Paulo, inclusive em Franca, como forma de pressionar o Governo do Estado por reajuste salarial, valorização profissional e mudanças em políticas educacionais. A mobilização inclui uma Assembleia Estadual marcada para sexta-feira, às 16h, no Masp, na capital paulista, onde será decidida a continuidade do movimento.

O chamado para a paralisação foi direcionado a professores, estudantes, pais e à população em geral. A orientação da Apeoesp é para que os alunos não compareçam às escolas nos dias de greve. Segundo o comunicado, o movimento é uma resposta ao que a entidade classifica como “autoritarismo” na condução das políticas educacionais.

Entre as principais reivindicações estão o pagamento de retroativos referentes ao período da pandemia do coronavírus, a aplicação do tempo de serviço descongelado e a garantia de que todos os estudantes tenham professores em sala de aula.

A categoria também exige reajuste salarial linear nos mesmos moldes concedidos a policiais, além da revisão da composição da jornada de trabalho conforme o piso nacional. Outro ponto criticado é o modelo de avaliação de desempenho, considerado “injusto e punitivo”.

De acordo com a Apeoesp, a defasagem salarial dos professores é considerada “real” e expressiva. O sindicato compara os vencimentos atuais com os de 2006, destacando uma perda proporcional ao longo dos anos.

Naquele período, o salário mínimo era de R$ 300, enquanto o salário base de um professor em início de carreira era de R$ 1.500 — o equivalente a cinco salários mínimos. Atualmente, com o salário mínimo em R$ 1.582, o piso aproximado da categoria está em R$ 5.500, o que representa cerca de 3,4 salários mínimos.

Segundo o levantamento, se a proporção de 2006 fosse mantida, o salário base dos professores deveria ser de R$ 7.910. Isso indica uma diferença de R$ 2.410 a menos no rendimento atual da categoria.

A pauta inclui ainda a retirada da reforma administrativa da educação, a abertura de turmas no período noturno e melhorias na educação inclusiva, com foco no atendimento a estudantes com deficiência ou necessidades específicas.

Além disso, professores reivindicam mais segurança nas escolas e a devolução de valores descontados de aposentados e pensionistas.

A deputada estadual e dirigente sindical, Professora Bebel (PT), também reforçou o chamado à mobilização. Em comunicado, ela pediu que os docentes participem da paralisação e compareçam à assembleia do dia 10.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários